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    Final Fantasy X - HD Remaster (PS3/PSV)

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    lobito180
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    Final Fantasy X - HD Remaster (PS3/PSV)

    Mensagem por lobito180 em 16/2/2015, 00:52

    A série Final Fantasy teve o seu início na NES em 1987, mas nesse tempo o género JRPG era pouco conhecido e como tal a maioria dos jogos passaram ao lado de muitos jogadores, sendo que muitos nem foram lançados na altura principalmente na Europa. Ainda na SNES, foram lançados mais jogos desta série em especial o IV e o VI, que são considerados dois dos melhores jogos da série (e na altura foram lançados nos EUA como Final Fantasy II e III, respectivamente).
    Com o lançamento da Playstation, viu-se o lançamento de Final Fantasy VII (que saiu um ano mais tarde também para PC). Este jogo foi o responsável pela ascensão da popularidade deste género e, sobretudo, desta série em particular, sendo também o primeiro Final Fantasy a ser lançado na Europa. Com uma trilogia de grande sucesso na PSOne, Final Fantasy estava muito bem encaminhado e, com o lançamento da sucessora da Playstation, a Playstation 2, a SquareSoft (actual Square-Enix) anunciou o primeiro Final Fantasy da nova geração. Final Fantasy X foi inovador em diversos aspectos, foi o primeiro a ter voice-acting, cenários em 3D ao contrário dos antecessores com cenários pré-renderizados, e todo o aspecto do jogo transmitia frescura. Mas será que tudo isto foi bem feito?

    "Listen to my story.
    This may be our last chance"

    Comecemos pela história. Neste jogo somos apresentados a Tidus (nome por defeito), uma estrela de Blitzball que joga nos Zanarkand Abes. De repente, a meio de um jogo, aparece  um enorme monstro na cidade que destrói tudo e suga-o, pelo que Tidus acorda depois num lugar que lhe é completamente desconhecido. Depois de explorar um pouco e conhecer alguns personagens, Tidus descobre que está em Spira mas o mais estranho é que todos reagem de maneira estranha quando ele diz que vem de Zanarkand. Todos lhe dizem que ele está a ser afectado pela Sin Toxin, coisa que ele não faz ideia do que seja.
    É aí que nos é apresentado este mundo. Em Spira existe um monstro chamado Sin e a religião de Yevon acredita que o Sin é a materialização de todos os pecados da humanidade e que é o pagamento das suas más acções. Mas como Sin só trás destruição, existem pessoas dedicadas a derrotá-lo, sendo que as mais importantes são os Summoners, pessoas que têm de fazer uma peregrinação, rezando em vários templos até chegarem ao templo final onde poderão então invocar o último Aeon e com ele derrotar Sin trazendo assim o Calm, tempo de paz que se segue à derrota do Sin até que este volte a aparecer.
    É então na ilha de Besaid que Tidus conhece Yuna, uma Summoner que está prestes a começar a sua peregrinação e que, ao ouvir a sua história, acaba por lhe pedir que a acompanhe como seu guardião. A Tidus juntam-se outros 5 guardiões e é assim que começa a peregrinação religiosa de Yuna e também a viagem de Tidus para descobrir onde está e como voltar a Zanarkand.
    Durante o caminho ser-nos-ão apresentados novos personagens e novas facções de Spira, como os Al Bhed, um grupo de pessoas excluídas por quase toda a população de Spira pelo seu uso de Machina, coisa que é considerada pecado e uma das causas do Sin aparecer, ou os Crusaders, facção determinada a derrotar Sin e proteger as pessoas. Passarão por diversos locais bastante variados, uns mais alegres que outros, mas dão uma grande noção de variedade e vida a toda Spira.
    Ao contrário dos jogos anteriores desta série, este jogo abandonou o mapa-mundo. Antigamente era com isto que podíamos viajar entre locais de grande importância como cidades ou grutas, mas neste jogo isso deixa de existir e o mundo está todo ligado, dando uma maior sensação de tamanho. Na fase final do jogo tem-se acesso a uma nave que nos pode levar de volta a qualquer lugar por onde tenhamos passado, coisa que devemos fazer por uma grande quantidade de razões, coisa que explicarei mais adiante.

    Enquanto exploramos Spira vamos ter de enfrentar diversos fiends, criaturas que se formam quando nenhum summoner envia as almas dos mortos para o “outro-mundo” (outra das tarefas destas pessoas). Estes combates voltam a usar o sistema de turnos ao contrário de alguns jogos da série que usavam o sistema Active Time Battle onde tínhamos uma barra que se ia enchendo com o tempo e só depois de cheia é que podíamos atacar, mas este Final Fantasy X apresenta uma novidade a este género. Em vez de os personagens atacaram por uma ordem pré-definida, neste jogo é dada uma maior importância às stats dos personagens e às acções efectuadas. Uma personagem mais rápida poderá atacar mais vezes do que uma personagem ou inimigo mais lentos e consoante o poder dos ataques a personagem pode ter mais ou menos jogadas. Outra mecânica interessante é a possibilidade de ir trocando personagens a meio do combate, coisa que não é comum neste género...
    No canto superior direito encontra-se a barra que indica quem irá agir no turno seguinte. Diferentes acções podem mudar esta ordem.

    Existem diversos tipos de ataques como o ataque com a arma equipada, a Magia Branca e Negra, os típicos Buffs e Debuffs e, quando a barra está cheia, os Overdrives – potentes ataques, que variam de personagem para personagem. Esta barra pode ser carregada de diversas maneiras, sendo que escolhemos a que nos der mais jeito para cada personagem. Existe um modo em que a barra carrega quando somos atacados, quando atacamos, quando um aliado é atacado e por aí fora.
    A Yuna tem ainda acesso a mais uma habilidade, a de invocar Aeons. Os Aeons são obtidos quando um Summoner reza num dos vários templos de Spira e eles dão-nos uma grande ajuda em combate pois substituem a nossa equipa habitual de 3 elementos e têm ataques muito mais fortes.
    Como noutros jogos do género, o objectivo passa por descobrir a fraqueza dos adversários, e fazer por explorá-la.

    O processo de ganhar experiência neste jogo também tem um sistema único. Cada vez que subimos de nível ganhamos um ponto para gastar na Sphere Grid. Esta grelha é como um tabuleiro com caminhos traçados por onde podemos deslocar os ícones dos 7 personagens e pelo caminho vamos gastando Spheres, ganhas durante os combates, para aumentar os diversos stats como o Ataque ou a Pontaria. Existem duas Sphere Grids, a Basic e a Expert (escolhida no início do jogo), sendo que a segunda é apenas aconselhável para jogadores mais experientes neste jogo pois os caminhos são muito menos lineares e jogadores menos experientes podem acabar por explorar mal os personagens ou andar muito tempo para a frente e para trás.

    Mas este jogo não se fica só pela exploração e pelas batalhas. Desde a primeira cutscene que nos é apresentado o desporto mais popular de Spira: o Blitzball. Este jogo que se assemelha ao polo aquático mas dentro de uma esfera de água gigante (onde os jogadores conseguem estar longos periodos sem respirar, pelos vistos) torna-se depois uma outra vertente de FF X. A partir de uma certa parte da história, podemos usar as Save Spheres para jogar Blitz. O jogo apresenta-nos um tutorial bastante extenso, mas nada melhor que jogar para aprender. Cada equipa tem 5 jogadores que se deslocam pelo campo (à excepção do guarda-redes). Ao contrário da maioria dos jogos de desporto, este tem uma jogabilidade mais estratégica. Sempre que queremos passar ou rematar, temos de carregar no “quadrado” para abrir um menu onde escolhemos o que queremos fazer e podemos ter ou não jogadores adversários no nosso caminho.
    Cada jogador tem diversos atributos:
    HP que representa a resistência do jogador. Sempre que um jogador tem a bola e se desloca pelo campo, este valor vai decrescendo;
    SP determina a velocidade a que o jogador se desloca no campo;
    AT e EN os valores de ataque e resistência que vão determinar se um jogador perde/rouba ou não a bola;
    PA, SH, BL e CA valores dos passes e dos remates. Quando a bola é passada ou rematada e existem defesas, estes podem intereceptar o rumo da bola, fazendo com que o valor (PA ou SH) desça, conforme a força do BL. No caso dos passes, se a bola passar, enquanto se move pelo campo, este valor vai decrescendo, sendo que se chegar ao outro jogador com menos de “1”, o jogador não consegue apanhar a bola e esta vai para o adversário. No caso dos remates, a bola desloca-se e quando chegar à baliza, o valor de CA do guarda-redes irá determinar se é golo ou não.
    Estes valores vão evoluindo à medida que os jogadores sobem de nível e, à excepção do HP e SP, não são fixos durante o jogo. Por exemplo, se um jogador tiver 14 de AT, durante um ataque no jogo este valor pode ser apenas de 10, mas noutro lance pode ser 12. Isto dá um certo toque de sorte ao jogo, mas não é demasiado castigador.
    Além destes valores, os jogadores podem aprender habilidades como passes e remates com efeitos e estes efeitos podem aumentar o poder de um remate/ passe ou dar efeitos à bola como a capacidade de reduzir o HP, AT, PA etc... Estas habilidades são aprendidas quando um jogador nosso está a marcar um adversário que usa uma destas técnicas.
    Neste modo podemos jogar no campeonato de Blitzball, em torneios que ocorrem ocasionalmente ou fazer jogos amigáveis. Existem jogadores por toda Spira à espera de ser recrutados e os jogadores das outras equipas poderão sair das mesmas quando os contratos acabarem, pelo que a equipa pode estar sempre a mudar.


    Além do Blitzball o jogo apresenta uma boa quantidade de coisas paralelas à história principal, como uma arena one podemos lutar com monstros a troco de dinheiro (monstros estes que são capturados ao ser mortos por uma arma com uma habilidade especial), Celestial Weapons, que são armas bem poderosas que depois de apanhadas e “acordadas” (depois de obter dois items para cada uma das sete) além de serem fortes, facilitam imenso o grinding, Aeons secretos que requerem exploração adicional para serem desbloqueados, na fase final do jogo são também desbloqueados os Dark Aeons, versões negras de todos os nossos Aeons, mas em versões bastante fortes e apenas os jogadores mais experientes conseguirão lidar com eles. Escondidos pelo mundo estão ainda livros que ensinam a língua Al-Bhed e discos que documentam a viagem do Lord Braska (o Summoner que derrotou Sin antes de último Calm) e os seus guardiões. Coisas para fazer não faltam, portanto.

    Falando de gráficos, o jogo era deslumbrante quando saiu. Tendo em conta a dimensão do mundo, os cenários são muito detalhados, assim como os modelos da maioria dos personagens. A versão HD tem os modelos dos personagens principais mais detalhados, e um maior nível de cor, o que faz com que o mundo de Spira transmita ainda mais vida. Uma coisa que me incomodou um pouco foi alguns acessórios de alguns personagens continuarem a ser imagens 2D como correntes ou um acessório no cabelo da Yuna. Podiam ter recriado isso em 3D sem grandes problemas… Outra coisa que a versão HD mudou foi os cenários pré-renderizados, que ao passarem de 4:3 para 16:9 foram simplesmente alargados, o mesmo acontece com os FMVs. Falando de FMVs, a versão HD apresenta versões mais bonitas do que nunca.
    Durante a viagem por Spira, mundo inspirado num estilo asiático, em especial Tailândia e Japão, passamos por diversas paisagens, todas distintas e bem bonitas, de uma forma geral. Desde a ilha de Besaid bastante calma, à movimentada cidade Luca (onde se encontra os estádio de Blitzball), o mundo é grande e tem variedade, o que faz com que haja sempre curiosidade em chegar a novos locais e ver o que nos espera.
    Spoiler:

    O mapa de Spira, onde se notam as inspirações orientais

    Passando ao departamento sonoro, a banda sonora é excelente e memorável. Grande parte das músicas vai ficar cravada na memória dos jogadores durante muito tempo (no meu caso, anos). Desde o momento em que o jogo começa (To Zanarkand), as músicas são variadas, algumas mais tecnológicas (Fight With Seymour), outras com um toque mais relaxante (Besaid Islands), um trabalho de excelência por parte de Nobuo Uematsu. Quero dar ainda destaque a “Suteki da ne”, interpretada por Rikki, música que é usado naquela que, para mim, é uma das sequências mais bonitas e emocionantes que já presenciei num videojogo.
    A versão HD substitui as músicas por versões remasterizadas. De um modo geral, acho que o trabalho foi muito bem feito e estas novas versões são muito boas, mas é uma questão de gostos...
    To Zanarkand:
    Besaid Island:
    Fight With Seymour:
    Em termos de Voice Acting, o trabalho é competente por parte dos actores, mas o acho que o trabalho de edição não foi o melhor. Acontece que o jogo tem lyp synch para as falas em japonês, coisa que não foi bem remediada no inglês,começando pelo facto de os actores terem gravado as falas sem ver as cenas, sendo que depois a equipa de edição colocava as falas no lugar e aceleravam-nas ou tornavam-nas mais lentas para tentar “encaixar” as vozes. Infelizmente o trabalho não foi o melhor, mas o trabalho dos actores parece-me bastante bom.

    Gráficos: 8.5 - A versão HD dá ainda mais brilho ao jogo, se já era bonito antes, então agora é uma obra de arte. Ainda assim, algumas coisas podiam ter sido emendadas...
    Som: 9 - Tirando o problema da edição das vozes, o trabalho sonoro é excelente, tanto na versão PS2 como na versão HD. Pena não haver a opção de ter as vozes originais...
    Jogabilidade: 9 - O sistema de batalhas é bastante bom, o Blitzball podia ser um bocado menos “pesado”.
    Longevidade: 10 - Cerca de 80 horas, mais se quiserem derrotar todos os bosses secundários e despertar as Celestial Weapons.
    Dificuldade: 8 - Alguns picos de dificuldade nalguns bosses, mas nada que um pouco de grinding extra não resolva. Para quem quiser um bom desafio, é só procurar os Dark Aeons!
    Nota Final: 8.9

    Final Fantasy X é um jogo excelente, e a versão HD serve para que não hajam desculpas para não o jogar. A história é muito boa, a banda sonora é excelente, e até mesmo os gráficos da versão PS2 se aguentam relativamente bem hoje em dia, quanto mais os da PS3. Ideal para fãs de JRPG e para jogadores que queiram ver o que o género tem para oferecer.

    Nightwatch
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    Re: Final Fantasy X - HD Remaster (PS3/PSV)

    Mensagem por Nightwatch em 16/2/2015, 17:49

    Junto com Xenoblade e Pokémon fazem o trio dos meus JRPG´s favoritos de sempre, e de todos os jogos que joguei até hoje este ainda fica na memória como a história mais triste que vi num jogo Sad
    Gostei tanto que ainda tenho a minha cópia PS2 mesmo já não tendo PS2, excelente análise Lobito!

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    Re: Final Fantasy X - HD Remaster (PS3/PSV)

    Mensagem por BAlvez em 16/2/2015, 21:27

    Uma excelente análise lobito, os meus parabéns por isso!
    Revejo-me inteiramente na tua opinião, mas isso é porque foste tu quem me fez comprar a HD Collection onde este jogo está incluído xD Finalmente peguei num Final Fantasy de início a fim e foi uma experiência que adorei, posso não ter as atenções viradas para os outros FF de momento (se bem que estou a seguir de forma expectante o XV), mas já valeu a pena introduzir-me nesta série pois complementaram e muito a experiência Kingdom Hearts.
    O meu obrigado lobito! Wink


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    Re: Final Fantasy X - HD Remaster (PS3/PSV)

    Mensagem por lobito180 em 16/2/2015, 21:41

    Ora essa! É bom saber que uma recomendação é bem recebida! Razz

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    Re: Final Fantasy X - HD Remaster (PS3/PSV)

    Mensagem por Conteúdo patrocinado Hoje à(s) 12:38


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