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    História das Consolas Parte 5 - 3ª Geração

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    História das Consolas Parte 5 - 3ª Geração

    Mensagem por BAlvez em 17/4/2012, 19:45

    Boas pessoal!

    Finalmente chegamos à 3ª geração, que está recheada de grandes jogos (muito por parte da Nintendo). Vamos lá começar este grande capítulo:

    Terceira Geração

    As consolas de 8 bits formaram a terceira geração de consolas de videojogos.
    Embora a geração precedente usassem também processadores de 8 bits, foi nesta altura que as consolas domésticas foram rotuladas pelos seus bits.
    Foi nesta geração que se deu a primeira “guerra” entre a Nintendo com a Nintendo Entertainment System (NES) conhecida no Japão como Nintendo Famicom e a Sega com a Master System. Na América do norte e Japão a Nintendo levou a melhor enquanto que na Europa e Brasil a consola da Sega era a mais popular.

    1983 – Nintendo Entertainment System/Famicom faz renascer os videojogos

    A grande quantidade de maus videojogos surgidos em 1983, trazidos principalmente pela Atari, espantou os consumidores nos EUA, levando ao crash dos videojogos de 1984, nenhuma das empresas da área dos videojogos se conseguiu relançar, com a excepção da INTV, Inc que tinha comprado os direitos e marca da Intellivision.
    Em 1983, a Nintendo lança no Japão a consola Famicom (Family Computer), começando assim o domínio japonês da indústria de videojogos. Até ao crash dos videojogos de 1984 já tinham sido vendidas 2.5 milhões de unidades desta consola.
    Com receio da concorrência da Atari, a Nintendo tenta vender a comercialização da sua consola, perante a recusa, a Nintendo introduz em 1985 pelos seus próprios meios a consola no mercado americano com o nome de NES (Nintendo Entertainment System) e com um novo aspecto mais parecido com um computador do que com um brinquedo como acontecia com a Famicom. Receosos com o crash dos videojogos de 1984, para além do facto da Nintendo ser uma empresa desconhecida, não foi fácil convencer os distribuidores americanos de videojogos a comercializarem a consola.
    Nos tempos iniciais da comercialização da NES, a Nintendo lança dois acessórios “revolucionários” a Power Glove que permite ao jogador controlar o jogo movendo o braço e dedos, e o Robotic Operating Buddy um robô que jogava. Este robô é uma personagem jogavel nos jogos Mario Kart DS e Super Smash Bros. Brawl.
    A NES encerrou sua vida útil oficialmente em 1995, 10 anos depois de ser lançada.


    Uma foto da NES (versão Americana da consola)


    Uma foto da Famicom (versão Japonesa da consola)


    Famicom Jr, lançada em 1993 no Japão, uma nova versão da consola onde só alterava o Design


    A Power Glove


    O R.O.B. (Robotic Operating Buddy)


    O NES Zapper (Que eu usei muito para matar patos no Duck Hunt)


    Super Mario Bros.


    The Legend of Zelda

    1986 - Atari 7800 ProSystem

    Com o fracasso da Atari 5600 SuperSystem e sucesso da NES que dominava o mercado a Atari tenta recuperar o lugar que já tinha sido seu e em junho de 1986 lança o Atari 7800 ProSystem.
    A consola tinha mais memória, um processador e placa de vídeo mais potentes do que os seus concorrentes, tinha ainda um comando prático, resistente e funcional, permitia usar todos os acessórios e jogos do Atari 2600 VCS lançado em 1977 sem necessidade de qualquer adaptador externo. Para além dos títulos originais a consola apresentava-se como sendo a que tinha mais jogos. Apesar de tudo a Atari chega tarde, ninguém quer saber de jogos como Pole Position ou Asteroids, mas sim de Mario, Zelda e Castlevania.
    Em 1988 morreu por falta de suporte, não chegando a ser uma ameaça para a NES e Master System.


    Atari 7800 ProSystem


    Donkey Kong

    1986 – Master System

    A gigante japonesa dos flipers Sega, decide entrar no mercado dos videojogos e em 1984 lança o Mark III que serviu de base ao Master System que chegou aos EUA em 1986, ano em que 90% do mercado americano era detido pela NES e os restantes 10% pela Atari 7800 ProSystem e o Intellivision.
    Com uma consola relativamente poderosa por dentro, com uma cópia do comando da NES mas sem a mesma precisão, a Sega tenta conquistar uma fatia do mercado americano e faz um acordo de licenciamento com a Tonka Toys na esperança de conseguir uma boa distribuição da consola, que nada valeu.
    A falta de jogos de qualidade que não conseguiam fazer frente a jogos como Mario, Zelda, Castlevania, Megaman e o facto de quase todas as empresas produtoras de jogos terem um contrato de desenvolvimento exclusivo para a NES fez com que a Master System se tivesse que contentar em dividir os 10% com as restantes consolas.
    Apesar do insucesso, a Sega foi inovadora ao lançar para a Master System uns óculos 3D que permitiam obter a sensação de profundidade nos jogos que o usavam. Os óculos foram impopulares devido à falta de bons jogos compatíveis, e ao cansaço que eles causavam à vista.


    Master System


    Master System II


    Jogos e acessórios para a Master System


    Outrun (um dos melhores jogos da consola que joguei)


    Space Harrier (Mais um dos grandes jogos para a Master System)

    Portáteis

    1989 – Game Boy

    Da mente do engenheiro Gumpei Yokoi e do R&D1 (departamento de pesquisa e desenvolvimento), saiu a ideia do GameBoy uma consola portátil, com um processador compatível Z-80 que corria a 1,1 Mhz, ecrã LCD a preto e branco, alimentado a pilhas conseguia manter-se ligado 20 horas ininterruptamente.
    A consola foi lançada em 21 de Abril de 1989 no Japão, Agosto 1989 nos EUA e em Setembro de 1990 na Europa. Durante o tempo de vida da consola saíram vários jogos de qualidade (Tetris é um enorme exemplo) que fizeram do Game Boy um sucesso que se manteve durante anos e anos e reforçou a teoria “O hardware não é pré-requisito para o sucesso de uma plataforma” (que é a mais pura das verdades).
    Gumpey Yokoi, faleceu em 1997 num trágico acidente de carro.


    O Game Boy original


    A versão mais compacta e melhorada do Game Boy


    O Game Boy Pocket Light que saiu somente no Japão. Igual ao Pocket mas com luminosidade no ecrã

    1989 – LYNX a primeira consola portátil a cores

    Em 1989 a Atari resolve comprar a empresa Epyx detentora de tecnologia portátil, para fazer frente à Nintendo no campo das consolas portáteis, em Outubro de 1989 lança a LYNX nos EUA.
    A LYNX possuía um processador principal de 8 bits e chip gráfico de 16 bits, som stereo, um ecrã LCD a cores com iluminação backlight, era tecnologicamente evoluída para a época o que numa fase inicialmente fez vender várias unidades, mas falta de bons jogos acabou por não abalar o reinado do Game Boy.


    Imagem da LYNX

    1991 - Game Gear, a portátil da Sega

    Em 1991 a Sega entra no mercado das consolas portáteis ao lançar no Japão a Game Gear.
    Tecnicamente bem superior ao concorrente Game Boy, com um processador de 8 bits o Z-80 de 3.58 MHz, um ecrã LCD a cores, capaz de usar uma paleta de 4096 cores, tudo indicava que destronaria com facilidade o concorrente. No entanto a falta de jogos de outros fabricantes, marketing inadequado, e o desviar das atenções para a “guerra” dos 16 bits entre a Mega Drive/Genesis e a SNES/Super Famicom fizeram com que a consola morresse aos poucos.
    A consola não chegou a ser um fracasso mas também nunca passou do segundo lugar no mercado das consolas portáteis. Durante o seu tempo de vida saíram cerca de 250 jogos e acessórios como o TV Tuner que transformava a consola numa TV portátil, o Master-Gear Converter que permitia jogar os jogos do Master System, lupa, adaptador para ligação ao isqueiro do carro, bateria e carregador que bem eram precisos devido à reduzida autonomia de cerca de 1 hora fornecida pelas pilhas (E eram necessárias 6 pilhas do tamanho AA).


    A Game Gear com o TV Tuner

    E chegamos ao fim do 5º capítulo desta "Saga". Muito longo, mas o próximo será ainda maior mas muito mais interessante. Em breve trarei!
    E mais uma vez agradeço ao senhor António Paulo Santos pelo excelente trabalho que fez e que me estou a basear como base deste pequeno "projecto".


    _________________


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