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    The Legend of Zelda: A Link to the Past (SNES)

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    The Legend of Zelda: A Link to the Past (SNES)

    Mensagem por BAlvez em 6/5/2013, 00:24


    Versão testada: A Link to the Past & Four Swords GBA

    Em 1991 no Japão e em 1992 nos territórios ocidentais, foi lançado o jogo que "resgatou" Link do mundo dos 8-bits para os 16-bits da SNES, jogo este que tem como sub-título A Link to the Past e é a terceira entrega desta famosa série conhecida como The Legend of Zelda. Este jogo teve alguns problemas na sua pré-produção pois começou em 1988 e dois anos depois viria a ser lançada a SNES, sendo esta consola mais potente que a original NES decidiram abortar a operação de produção para ela e sim apostar na nova consola o que levou que adiassem de uma forma considerável. Será que valeu esta espera ou então, será que valeu a pena o jogo ter sido repensado para a SNES? É isso que quero tirar a limpo nesta análise, mas antes vamos ao argumento deste jogo.

    Ao contrário de Zelda II: The Adventure of Link, este jogo não foi apresentado como uma sequela da série, pelo contrário, foi apresentado como uma prequela sobre os acontecimentos de dos jogos da NES, e por fim o jogo é quem nos conta a história, não os manuais.
    Bem, tudo começa numa noite chuvosa onde Link acorda por causa de uma mensagem telepática da Princesa Zelda a dizer que estava presa nos calabouços do Castelo de Hyrule. Assim que termina a mensagem reparamos que o seu tio está preparado para lutar e diz ao rapaz para ele ficar na cama porque já voltaria. Aqui ganhamos controlo de Link (ou o nome que quisermos dar) e vamos ignorar aquilo que seu tio nos diz, pegamos na lanterna que está no baú e saímos de casa com o objectivo de seguir o tio para o Castelo de Hyrule. Após encontrar uma passagem secreta vemos o seu tio no chão severamente magoado e ele diz-nos para salvar a princesa e dá-nos a sua espada e seu escudo para cumprir esse objectivo. Após explorar o castelo e ter encontrado a Princesa Zelda, ela diz-nos que existe uma passagem secreta por detrás do trono que nos leva ao santuário, e seguimos esse conselho. Quando chegamos ao santuário está lá um senhor que nos diz que Agahnim, o mago que usurpou o trono do reino de Hyrule, quer romper um selo feito pelos Seven Sages, selo este que tem como objectivo aprisionar no Dark World um Mago Negro conhecido como Ganon. Este mago no passado conseguiu obter a lendária Triforce e transformou a terra num mundo obscuro e este selo criado pelos tais Seven Sages separa o mundo comum desse Dark World onde está aprisionado Ganon, e se ele for rompido o mundo volta a tornar-se num só, naquilo que Ganon fez. Para romper o selo Agahnim está a enviar para o Dark World os descendentes dos Seven Sages, e para parar este mago temos de ter a Master Sword, esta espada foi forjada para combater unicamente o mal e é a única coisa que consegue lutar contra ele. Para provar que nós somos dignos de usar tal espada, nós temos de conseguir obter 3 colares mágicos espalhados pelas Dungeons de Hyrule. Após conseguirmos isso e termos em posse a Master Sword, recebemos uma nova mensagem telepática de Zelda a dizer para nós irmos para o Santuário e quando chegamos lá o homem está a morrer e diz que a princesa foi levada para o Castelo de Hyrule pelos guardas, e quando chegamos já é tarde demais, Agahnim já enviou a princesa para o Dark World e ela era a última descendente dos Seven Sages a ser enviada para lá, ou seja, todos os sete descendentes já estão no Dark World e a qualquer momento o selo pode ser rompido. Para tentar evitar isso combatemos com Agahnim e após derrotar-mos ele também nos envia para o Dark World. Uma vez lá o nosso novo objectivo é salvar todos os 7 descendentes dos magos que estão aprisionados nas 7 dungeons do Dark World, isto para evitar que dias negros voltem a Hyrule. E é aqui que, na minha opinião, o jogo começa verdadeiramente.

    Este jogo tem uma jogabilidade muito simples, para mover o Link é claro através do D-Pad seja da SNES ou do Game Boy Advance mas depois ainda existem 4 botões de acção, o A (R no GBA) serve para correr (assim que obtermos as Pegasus Boots), falar com as personagens, levantar objectos (como potes ou bombas) e agarrar blocos ou estátuas de forma a empurrar ou a puxa-los; o Botão B foi designado apenas para atacar com a espada, pressionando o botão durante algum tempo a espada acumula alguma energia que faz um Spin Attack, mas também é possível atacar quando se corre com as Pegasus Boots pois a espada fica empunhada de forma a atacar tudo que apanhar pelo caminho; pressionado botão X (L na versão portátil) vemos o mapa de Hyrule, seja do Light World, Dark World ou das Dungeons. Neste último caso sempre que visitamos uma sala nova ela fica registada no mapa, caso encontremos o mapa da Dungeon as salas a cinzento são as que não visitamos e as azuis as que visitamos; por fim o botão Y (A na versão Advance) serve para utilizar o item atribuído.
    Para seleccionar um item para usar temos de aceder ao inventário carregando no Start (Select no GBA), onde se pode ter um total de 24 itens dos mais diversos tipos. Existe o Arco e Flecha que serve para derrotar inimigos à distância, o boomerang que quando atirado pode bater ou recolher certos itens fora do nosso alcance, as bombas que não só podem derrotar inimigos como destruir paredes e revelar passagens secretas, também uma pá, uma rede de apanhar insectos (que serve para apanhar fadas), entre muitos outros itens mágicos. Outros objectos que não mencionei antes foram as garrafas, algo novo na série. Existem 4 delas e nelas podemos armazenar poções que restauram a nossa saúde, a nossa barra de magia (que decresce usando itens mágicos) ou ambas, ou então para colocar as fadas que restauram no máximo 8 corações da nossa saúde mas caso fiquemos perdemos toda a vida e tivermos uma fada numa garrafa ela sai dela e "ressuscita-nos", dessa forma não temos um Game Over instantâneo, algo bastante útil.
    Agora que expliquei os básicos da jogabilidade vou falar um pouco mais dela aprofundadamente. A estrutura de jogo é bastante similar ao do primeiro Zelda lançado para a NES, sempre vista de cima e navegamos pelo cenário e pelas dungeons, mas um grande problema é que a jogabilidade não era fluída o que tornava o jogo difícil de corresponder ao que se queria, nesta entrega o jogo nem tem comparação nesse aspecto. A personagem corresponde de imediato aquilo que queremos seja na movimentação ou no ataque, e cada ataque tem um alcance de 90º atingido qualquer inimigo nesse raio, do sentido 12 às 3 num relógio analógico, mas um Spin Attack já tem um alcance de 360º. Depois de obter a Master Sword sempre que temos o medidor de vida cheio ao atacar sai uma espécie de onda da nossa espada atingido os inimigos que estão fora do nosso alcance directo, algo bastante similar ao anteriores Zeldas onde eles "atiravam" a sua espada. No que toca a navegação o jogo mudou consideravelmente e para melhor, o grafismo ajudou muito mas recorrendo ao mapa e a diversos NPC's não nos perdemos como era fácil de acontecer nos títulos anteriores, algo realmente muito bom e que torna o jogo bastante acessível a qualquer pessoa e sem recorrer a guias estratégicos. Os mesmos NPC's ao longo do caminho também nos dão preciosos conselhos sobre como progredir numa Dungeon, como derrotar certos oponentes ou ainda falam de localizações secretas espalhas por Hyrule, como localizações de fontes de fadas, não só das pequenas como maiores que podem melhorar o nosso arsenal e até restaurar a nossa saúde por completo. Ainda antes falei numa flauta (tem um aspecto de Ocarina mas esse é o nome dado) que é obtida através de side-quests (existem umas quantas onde temos de ajudar pessoas e elas nos dão úteis recompensas) e quando obtida e realizada a sua tarefa, ao tocar no Light World um pássaro leva-nos para uma de 7 localizações pré-definidas de Hyrule instantaneamente, mais uma vez, a  facilidade de navegação no mapa não só é fácil como nos incentiva a explorar o mundo não só para fazer as side-quests como também para descobrir itens como as Piece of Heart, que quando reunidos 4 ganhamos mais um coração de saúde, já quando derrotamos um Boss de uma Dungeon recebemos um Heart Container, ou seja, adiciona de imediato um coração ao total da nossa saúde. Para concluir, para se poder enfrentar um Boss numa Dungeon temos de encontrar antes a Big Key, que não só abre a porta a tal desafio como também abre um Big Chest que contém sempre um novo item para o nosso arsenal ou então versões melhoradas daquilo que já temos.
    Agora falando nos gráficos, não me parece que dizer que este é o mais belo mundo de 16-bits seja um exagero, pelo contrário pois o Light World é bastante colorido, animado, e "perfeito", por outro lado o Dark World é mais obscuro, vazio e consegue transmitir uma sensação maligna que esse mundo tem. Para além disso as animações de estão muito boas para o início da era 16-bits, seja do Link a andar, correr, atacar, levantar objectos e a atirá-los como os próprios NPC's a fazer as suas tarefas como os ferreiros a forjar espadas, lenhadores a cortar árvores ou um músico a tocar algum instrumento, mas ao fim de algum tempo tornam-se monótonas pela sua falta de variedade, como disse é compreensível por ser no início da era 16-Bits mas era possível fazer mais.
    Quanto ao Som, as músicas conseguem ser bastante memoráveis (então o tema do Dark World...) e existem bastantes efeitos sonoros que dão vida ao jogo, mas não são propriamente excelentes por serem demasiado artificiais, digamos que funcionam.
    Por fim a longevidade é algo que varia muito, a minha pessoa demorou entre 15 a 20 horas completando o jogo a 100% e explorando todos os cantos e recantos mas pode-se concluir em muitas menos horas. Mas algo importante de salientar é que o jogo consegue ser muito fácil de apreciar e facilmente faz um jogador repetir tal aventura, não porque o jogo adicione algo de novo após concluir, nada disso, é mesmo o jogo que consegue puxar pelo jogador.

    Gráficos 9,5 - O design de ambos os mundos consegue transmitir aquilo que foi pretendido e isso é de louvar e melhorou a aventura consideravelmente face aos títulos anteriores, a única coisa que se pode apontar de mal nesse aspecto é a falta de variedade nas animações;
    Jogabilidade 10 - Nos dois primeiros títulos martelava-se nos botões e eles nem sempre correspondiam ao que queríamos mas em Link to the Past o jogo parece que desliza nas nossas mãos, não só é fluido como variado, fantástico;
    Som 9 - Músicas memoráveis e efeitos sonoros que deixam um pouco a desejar, mas funcionam;
    Longevidade 10 - O jogo pode ser concluído em várias horas, depende muito do jogador, mas facilmente repetimos tal aventura;
    Dificuldade 9 - Face aos Zeldas anteriores este jogo ficou bem mais acessível e existem alguns momentos de frustração em algumas salas de Dungeons, mas para jogadores mais experientes não consegue ser um grande desafio.

    Nota Final - 9.5

    Sem dúvida que este jogo valeu a pena sair para a SNES e não para a NES pois aquilo que Shigeru Miyamoto queria que fosse um Zelda foi finalmente conseguido neste jogo. Se ele tivesse saído para a plataforma inicialmente designada arrisco em dizer que a série hoje não seria o que é hoje, pois este jogo não só remodelou aquilo que foi feito nos títulos anteriores e de uma forma notável como estabeleceu uma fórmula vencedora para a série. Para mim este é sem dúvida o Zelda mais importante da série, mas o preferido? Está lá perto. E se alguém quiser iniciar-se na série Zelda, este jogo é perfeito para isso, como jogo é excelente e conta uma história muito boa. Recomendo vivamente.


    Última edição por BAlvez em 16/7/2013, 20:14, editado 1 vez(es)


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    Re: The Legend of Zelda: A Link to the Past (SNES)

    Mensagem por Nyde em 9/5/2013, 21:45

    Excelente analise BAlvez!
    Concordo com tudo o que disseste, este está no meu top 5 de Zeldas.


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    Re: The Legend of Zelda: A Link to the Past (SNES)

    Mensagem por BAlvez em 11/5/2013, 14:45

    Nyde escreveu:Excelente analise BAlvez!
    Concordo com tudo o que disseste, este está no meu top 5 de Zeldas.

    Obrigado Nyde!
    Então vê-lá se após concluíres o Minish Cap acabas de vez este jogão xD


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    Re: The Legend of Zelda: A Link to the Past (SNES)

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