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    Pokémon Colosseum (NGC)

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    Pokémon Colosseum (NGC)

    Mensagem por BAlvez em 11/5/2013, 14:22


    Versão testada: -----------

    E aqui está uma análise especial a um jogo que ando a jogar para tirar o pó à minha Game Cube mas não, não vou escrever análises aos Pokémon Stadium para a N64 ou Battle Revlution para a Wii pois embora já os tenha jogado através de emuladores, maneiras ilegais ou de convívio com amigos, não possuo nenhum desses jogos e sendo assim não me sinto capaz de escrever sobre algo que não tenho e que não pude jogar com calma.

    Bem, Pokémon Colosseum é um jogo da Nintendo Gamecube que foi lançado a 21 de Novembro de 2003 no Japão, precisamente um ano após o lançamento oriental das versões que marcaram o início da 3ª geração, e entre Março e Junho de 2004 saiu para os restantes territórios. Este jogo segue a mesma fórmula que os Pokémon Stadium da Nintendo 64, um jogo de batalhas de Pokémon com vários desafios e que permite a conectividade com os principais jogos da série do GBA de forma a registar os Pokémons e utiliza-los em batalha na consola, e ainda ligar até 4 GBA's e cada um com a sua versão e podem fazer batalhas entre si.
    Dito isto, Pokémon Colosseum é só um Pokémon Stadium da 3ª Geração? Não, é bem mais que isso. O principal ponto negativo de Pokémon Stadium é que por ser só e apenas um jogo de batalhas tornava-se aborrecido, por isso a Nintendo decidiu mudar o rumo dessa série e então para este novo projecto foi designada uma nova produtora, a Genius Sonority. Esta produtora para além de utilizar e actualizar o conceito das batalhas para a fórmula actual, também criou um modo RPG mas ele um pouco diferente dos da série principal e muito por causa do seu argumento.

    O jogo tem lugar numa nova região denominada de Orre, que se situa no meio do deserto e por causa desse factor não existe tanto a explorar como nas regiões dos jogos principais. A aventura começa com uma explosão e de seguida aparece Wes (ou o nome que quiserem dar ao protagonista) atravessando o buraco causado para roubar um aparelho em formato de braço. Depois de pegar em tal coisa, juntamente com um Umbreon e um Espeon, ele foge de mota de tal edifício que entretanto explode. Depois dessa cena inicial, Wes para numa bomba de combustível onde está uma carrinha com um saco suspeito na sua traseira, e ao entrar no café saem dois sujeitos que entram na carrinha e vão para outro lado. Dentro do café assistimos às notícias na TV que relata os acontecimentos iniciais, que um edifício explodiu e esse local é o esconderijo da Team Snagem, uma organização criminosa que rouba Pokémons dos treinadores usando um aparelho chamado de Snag Machines, e que existem dois modelos e únicos exemplares de tal coisa, um grande que foi destruído na explosão e um portátil que uma só pessoa pode carregar e que está desaparecido. Exacto, é o aparelho que Wes roubou no início do jogo. Ao sair um treinador aborda-nos desafiando para um combate de Pokémon, e após derrotá-lo ele fala-nos em Phenac City e seguimos viagem para lá. Quando chegamos vemos de imediato a mesma carrinha e os homens que a dirigiram e um deles, Folly, desafia-nos para um combate. Após sua derrota ele e o seu companheiro Trudly fogem e deixam o saco para trás, e com a ajuda de um dos habitantes locais abrimos tal coisa e está lá dentro uma rapariga chamada de Rui (isso mesmo, mas podem dar-lhe o nome que quiserem) que nos diz que foi raptada porque era capaz de ver Pokémons estranhos, e do nada a rapariga torna-se nossa companheira e convence-nos a visitar o Mayor de Phenac para tentar esclarecer o assunto. Quando entramos em contracto com o Mayor, a nossa companheira explica o que lhe aconteceu e ele diz que vai colocar uma investigação em curso para clarificar as coisas, mas enquanto trata disso sugere-nos para visitar o Coliseu da cidade. Depois da visita ao sair somos abordados por três membros da Team Snagem e eles acusam Wes de traidor por ter explodido o esconderijo e e roubado a Snag Machine (ou seja, o nosso personagem fazia parte dos mauzões, uau, um belo twist para um Pokémon) e começa mais uma batalha e após derrotá-los eles vão embora e aí Rui aconselha-nos a comprar Pokébolas pois poderão ser úteis no futuro. Depois de fazer algum tempo decidimos ver se o Mayor tem novidades sobre a investigação mas a sua casa foi invadida pelos mesmos homens de antes, Trudly e Folly que na verdade são capangas de um tal Miror B (personagem inconfundível por causa da sua Afro) que faz parte de uma organização chamada de Cipher, mas ele vai embora e aí os dois subordinados desafiam-nos para uma batalha, e durante a batalha um deles lança um Makuhita e aí Rui diz que esse é um dos Pokémon estranhos pois tem uma estranha aura sob ele e que ataca humanos, e essas criaturas são conhecidos como Shadow Pokémon. Os Shadow Pokémon são máquinas de luta criados pela organização Cipher, que através de algum método artificial consegue fechar o coração dos Pokémons de forma em que só a escuridão faça parte dele, assim retirando qualquer emoção às criaturas, e por causa disso Wes e Rui procuram salvar todos os Shadow Pokémons, para isso temos de capturar todos eles das mãos dos seus treinadores utilizando a Snagem Machine e depois através de um método natural libertar o coração desses Pokémons, e a isso se chama de Purificação, e por isso é que o lema deste jogo é "Gotta Save 'em All", vamos salvá-los todos.
    O argumento deixa alguns espaços vazios, sobretudo sobre o passado de Wes pois quando tomamos controlo dele apenas sabemos que ele possui um Espeon e um Umbreon que são velhos amigos dele e que ele fazia parte da Team Snagem, nunca se soube o porquê dele ter virado as costas à organização e o porquê de ter roubado tal máquina. Esta personagem tinha muito para ser explorada mas tal não aconteceu, assim tudo que nos resta é teorias, e a minha é que ele decide infiltrar-se em tal organização para tentar reaver os seus Pokémons que foram roubados (Umbreon e Espeon) e depois de salvar decide explodir o esconderijo para revelar a localização da Team Snagem e recuperou a Snag Machine para libertar todos os Pokémons roubados, pois (e isto é facto) a Team Snagem roubou todos os Pokémons que foram tornados Shadow pela Cipher pois era uma parceria entre ambas as organizações. Já o envolvimento com Rui é porque ela consegue destingir os Pokémons diferentes dos normais, daí o porquê de a quererem raptar. E isto é apenas uma teoria a mais, depois quando e se fizer uma análise ao XD: Gale of Darkness irei partilhar uma curiosidade acerca deste Colosseum.

    Agora vamos ao que interessa, ao jogo jogado, como disse anteriormente a região de Orre é essencialmente um (grande) deserto, por isso não contem com Pokémons selvagens e muito menos exploração. Porquê? Porque não existem routes ou montanhas como títulos da série principal, apenas podemos viajar entre vilas e cidades seleccionando o destino através do mapa, por isso o mundo deste jogo é essencialmente fazer tarefas para descobrir mais e mais sobre os Shadow Pokémon. Existem 48 Pokémons diferentes para se apanhar e eles têm as suas particularidades face aos Pokémons banais, pois para além da tal aura que Rui vê, todos eles têm um ataque chamado de Shadow Rush, ataque que não tem tipo e é muito eficaz sobre qualquer tipo, e numa fase inicial é o único movimento que o Pokémon pode usar, mas à medida que se vai criando ligação com o Pokémon (já lá vamos) ele vai reaprendendo todos os ataques que ele já conhecia, e quando purificado esse ataque deixa de existir e é substituído por um outro já conhecido pelo Pokémon. Durante as batalhas um Shadow Pokémon pode ficar no Hyper Mode, que altera por completo o comportamento dele em batalha, pois quando fica nesse modo ele não ataca nesse turno, mas pode atacar nos seguintes, e se o mandar-mos executar o Shadow Rush ele faz tal coisa sem problemas e até existe uma grande chance que esse ataque seja um Critical Hit, mas mandando fazer outros ataques o mais certo é que ele não obedeça. Outra particularidade deste estado espírito do Pokémon é que ele fica muito agressivo, por isso não se pode usar itens nele e para fazê-lo sair dele durante uma batalha temos de fazer "Call", uma nova adição que substitui a opção "Run" e faz com que se chame o Pokémon para o tirar desse estado, assim aumentando a ligação que temos com o Pokémon (também se usarmos tal coisa num Pokémon que esteja a dormir faz com que ele desperte). E eles são os únicos Pokémons que podemos apanhar durante todo o jogo (se bem que num certo ponto nos ofereçam um Plusle normal), assim temos de usar a Snag Machine para os capturar durante as batalhas com os treinadores que os usem e isso funciona como uma captura normal, só que roubamos o Pokémon ao seu treinador. Para concluir de falar sobre os Shadow Pokémon, vamos falar na Purificação. Para purificar Pokémons é preciso criar um laço de amizade com eles, e na barra onde normalmente está a experiência dos Pokémons (um Shadow Pokémon estará sempre no mesmo nível até que seja purificado) é que está esse medidor. Inicialmente ele está todo roxo mas vai diminuindo à medida que os usarmos em batalhas, caminhamos com eles na nossa Party, fazendo massagens usando "Colognes" ou colocando-os no Day Care, estes últimos são introduzidos em Agate Village. E na mesma vila é que podemos purificar os Pokémons, para isso a barra tem de estar totalmente branca e assim que estiver temos de ir à Relic Stone (algo relacionado com Celebi) e ao interagir e após uma animação o Shadow Pokémon torna-se num Pokémon banal, e para além de aprender um ataque novo para substituir a seu Shadow Rush também recebe de uma vez toda a experiência que se acumulou nas batalhas.
    As batalhas neste jogo têm uma particularidade diferente dos títulos originais, é que todas as batalhas são Double Battles desde início, seja com quem for, por isso é que a história começa com um Umbreon e Espeon. Também é importante dizer que o nome "Colosseum" não é por acaso neste jogo, existe um total de 5 Coliseus que podemos utilizar e sobretudo treinar os nossos Pokémons (já que não existem Pokémons selvagens) e também algo chamado de Mt. Battle, basicamente existem 100 treinadores e temos de derrotar cada um deles para avançar na "escalada" à Montanha, sendo que o treinado 1 é o mais fraco e o 100 o mais forte. Depois de terminar a história é que podemos escolher as regras desses torneios, mas até lá é tudo em Double Battles. Também só após a conclusão da história é que podemos ligar o GBA ao Modo História do jogo de forma a trocar Pokémons entre eles, e claro, Shadow Pokémon não podem ser trocados para as versões portáteis. Outra coisa importante de referir é que não podemos salvar o progresso a qualquer momento, só e apenas usando o PC o que condiciona a experiência pois não podemos desligar o jogo quando se quer. Mas como disse antes, o jogo também tem os seus modos fora a história, existem os mesmos Coliseus e o Mt. Battle que podemos desafiar com os Pokémons pré definidos, do Modo História ou do GBA (para isso é preciso registar previamente), só batalhas e é aqui que está presente o espírito do Pokémon Stadium neste jogo.
    Dito tudo isto e para concluir os capítulos da Jogabilidade e Dificuldade, o Modo História tem uma abordagem bem diferente daquilo que a série já nos habituou, até gostei do conceito mas não é muito acessível. A ausência de Pokémons selvagens e de exploração do mundo sente-se e facilmente chega-se a um ponto em que por se fazer tanta história a nossa Team é bem mais fraca que dos oponentes, é preciso perder umas boas horas a treinar nos Coliseus ou no Mt. Battle para se sentir algum conforto neste aspecto, por isso só por aqui podemos ver que o jogo não é equilibrado e pouco acessível, só os mais dedicados é que conseguirão tirar algum proveito à coisa, e é essencial um GBA para se tirar um maior proveito do jogo, não só para podemos ir para o desafiar com melhores opções e conforto como na região Orre existe muito de Johto e é do interesse de muitos poder colocar as mãos nesses Pokémons que não são possíveis de obter nas versões normais (incluindo lendários).
    Agora falando em gráficos, muitas texturas deixam a desejar, os modelos dos Pokémon de Bulbasaur a Celebi são os mesmos do Pokémon Stadium e nem foram optimizados, algumas personagens têm um ar ridículo e aspecto repetitivo, mas as animações de batalha conseguem ser apelativas, os modelos dos Pokémons de Hoenn conseguem destacar-se e a câmara deste também está bem conseguida seja nas batalhas ou "passeando". Mas existem alguns detalhes deficientes nas batalhas, como quando só existe um Pokémon em campo e este recebe danos ele atravessa o seu treinador ou quando um Pokémon faz Fly no turno que fica no ar está a planar e não a voar.
    No que toca ao Som, as músicas deste jogo são boas, conseguem criar um ambiente deserto bem pois tem uma pitada de Western e encaixam bem, já em locais mais obscuros os temas são completamente diferentes mas isto tem um grande problema. Por não existir exploração os temas são sempre os mesmos na mesma área e acabamos por nos fartar facilmente deles, e os efeitos são paupérrimo e isso nota-se em ambientes sem música ambiente (exterior do Pokémon Lab p.e.), estes não conseguem criar uma boa atmosfera
    A longevidade, o modo história varia muito dependendo da vontade do jogador em querer salvar os Pokémons ou não e a pouca acessibilidade pode aumentar consideravelmente o número de horas por desafiarmos Coliseus e batalhar com treinadores que já derrotamos antes. Pode durar muitas horas tal aventura mas não existe um equilíbrio e facilmente nos aborrecemos de fazer sempre o mesmo

    Gráficos 7,5 - O jogo tem alguns detalhes negativos, mas no geral não está mau de todo e aceitam-se;
    Jogabilidade 7 - A aventura é linear e não existe exploração e isso não é um Pokémon, mas as batalhas e desafios já valem a pena;
    Som 6,5 - As músicas são boas mas existe pouca variedade e facilmente nos fartamos de as ouvir, também existem poucos efeitos sonoros e os que existem são fracos;
    Longevidade 8 - Embora o Modo História tenha os seus aspectos negativos acaba por ser uma mais valia para o jogo e existem vários desafios no que toca a batalhas e ligando um GBA existem motivos para continuar a jogar;
    Dificuldade 6,5 - A acessibilidade do modo história é terrível pela sua falta de equilíbrio, é precisa dedicação a sério para se tirar proveito dela por inteiro, e os desafios são o normal dos jogos Pokémon.

    Nota Final - 7.1

    O Modo História tem uma visão alternativa a Pokémon bastante interessante, mas acaba por ser o seu maior pecado pois se fosse um jogo com uma aventura ao estilo das versões portáteis de forma a ser uma aposta segura, sem dúvida que isto tornaria o jogo bem melhor. Por isso este jogo é apenas para os verdadeiros fãs de Pokémon que conseguem dedicar imensas horas ao jogo, e a principal "arma" dele é a conexão com as versões GBA de Pokémon e é aí que o jogo se centraliza para se tirar um bom proveito dele, por isso se são fãs da série e têm um GBA, este jogo terá motivos de interesse para vocês.


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