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    Apollo Justice: Ace Attorney (NDS)

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    Apollo Justice: Ace Attorney (NDS)

    Mensagem por BAlvez em 1/10/2013, 22:58


    Versão testada: -----------

    Enquanto foram lançados Ports dos três jogos originais do GBA para a Nintendo DS e também para o mundo, a Capcom continuou a desenvolver um novo jogo da série Ace Attorney, desta vez apresentando um novo protagonista de nome Apollo Justice, também um advogado de defesa a iniciar-se no ramo. Este jogo é lançado em exclusivo para a Nintendo DS no Japão em Abril de 2007 e durante o Inverno e Primavera de 2008 foi lançado no resto do mundo, ou seja, pela primeira vez um jogo desta série foi inicialmente planeada para ter uma versão internacional.

    Como já sabemos, Ace Attorney é uma série que prima pelos casos que tratamos e a história que envolve os personagens, e este jogo não é excepção. Na pele de Apollo Justice somos colocados novamente na situação de um jovem advogado a iniciar a sua carreira, desta vez através dos escritórios de um advogado muito conhecido de nome Kristoph Gavin, mas o cliente que nos contrata para o defender não é uma pessoa qualquer, mas sim Phoenix Wright, sem mais nem menos o "lendário" Ace Attorney. Ao longo deste estranho caso vemos que desde o último jogo (Trial and Tribulations) passaram-se 7 anos, que o lendário advogado perdeu o direito de exercer advocacia, que tem ganho a vida a tocar piano num bar (ou pelo menos dizem que sim) e que ele tem uma filha (Trucy Wright) de 15 anos. Que terá passado nesse misterioso espaço de tempo? Isso é algo que o Apollo quererá descobrir ao longo dos 4 casos que este jogo apresenta, e posso adiantar que todos eles são importantes e têm ligações entre si, por isso, olho atento.

    Ao contrário da minha análise sobre o 3º capítulo do jogo, desta vez tenho muito mais que falar pois este jogo foi inteiramente desenvolvido para Nintendo DS, por isso quer tirar partido de um melhor hardware e das características da consola. Falando da característica maior da DS, o Touch Screen, para além da habitual estrutura que a série nos tem habituado de conversar, navegar procurar provas no cenário, apresentar provas em tribunal e afins, a série volta a apresentar-nos um lado forense da coisa tal como o 5º caso do primeiro jogo nos apresentou. Por causa disso é possível ver em detalhe todas as provas, sejam elas armas, telefones, mapas, vídeos, e até música (através de um sistema profissional de audio), existe sempre alguma coisa escondida nas evidências. Para além disso, procurar por impressões digitais onde espalhamos o pó e depois temos de soprar para o microfone volta, mas também existe gesso para tirar uma impressão de calçado, entre muitas coisas. Mas existe mais, e talvez a maior adição que este jogo tomou. Apollo tem uma espécie de poder oculto onde consegue detectar quando as pessoas estão a mentir. Sempre que alguém está a mentir, a bracelete dele começa a agitar e quando isso acontece temos de analisar palavra a palavra o discurso da pessoa que está a testemunhar, e essa análise tem muito a haver com o sentido de visão apurado do Apollo que consegue detectar através de um pequeno tique nervoso que a pessoa tem, pode ser que a pessoa comece a suar bastante quando está a mentir, pode cerrar mais os lábios ou até mesmo desviar o olhar. Para detectar temos de observar a pessoa e podemos mover a câmara de jogo para qualquer parte do corpo, quando virmos que isso está a acontecer basta carregar em "Perceive" e aí começamos a apertar mais com a pessoa. Por causa disto tudo, a jogabilidade tem mais que se lhe diga e agita o rumo da série que estava algo monótona neste aspecto, muito pelas limitações do Game Boy Advance, mas acho que a utilização de métodos forenses podia ser ainda mais explorada.
    Já visualmente, finalmente os cenários conhecidos foram refeitos, também mal era pois passaram-se 7 anos na timeline de Ace Attorney. Os cenários estão bonitos e detalhados, para não falar das personagens e suas animações que estão de encher o olho, nota-se uma fluidez nelas e isso é de louvar tendo em conta o estilo de jogo que é e o tipo de grafismo adoptado, contudo o Juiz, que é sempre o mesmo (embora no 3º jogo da série exista outro) tem o mesmo sprite de antes e num trabalho gráfico tão limpo acaba por ter um destaque pela negativa. Um outro detalhe que gostei é que num certo ponto do jogo nós vamos jogar no passado e aí os cenários e personagens conhecidas têm o mesmo estilo de arte dos jogos do GBA, para dar a sensação que aquilo se passou mesmo antes.
    Falando no som, banda sonora totalmente nova com músicas bem agradáveis e que assentam bem no tipo de atmosfera que o jogo quer criar mas não são tão memoráveis como antes. As Catch Phrases e os efeitos sonoros têm qualidade, mas tal como disse no grafismo, num certo ponto do jogo regressamos ao passado e aí as músicas são das dos jogos originais (mais precisamente do 1º jogo). Um nível de detalhe bem atento que faz delicias a qualquer fã da série.
    Por fim a longevidade e dificuldade, embora este jogo tenha os habituais 4 casos, eles são bem grandes muito porque eles dão que pensar e a resolução deles não é assim tão simples quanto eles aparentam ser. Se enquanto Phoenix Wright em muitos dos casos nós provamos teorias impossíveis em favor dos nossos clientes, no papel de Apollo Justice temos de ter a maior atenção ao menor detalhe para provar aquilo que já sabemos. Só por aí dá para ver que temos muito que investigar neste capítulo e a dificuldade é maior para aquilo que a série nos foi habituando.

    Gráficos 9 - Não surpreende, mas está aqui um trabalho de qualidade e cheio de atenção ao detalhe;
    Jogabilidade 9 - Introdução de umas poucas coisas que dão mais variedade a esta série, contudo podia ter sido mais explorado;
    Som 8,5 - Novamente, um campo cheio de atenção ao detalhe e uma banda sonora nova que dá um bom ambiente ao jogo, mas não são de tanta qualidade como antes;
    Longevidade 8,5 - O jogo é grande e existe uma boa diversidade de ferramentas que não o tornam chato, mas o "problema" continua a ser o mesmo, é jogo para ser jogado uma só vez;
    Dificuldade 8 - Esta entrega exige um olhar bem atento ao jogadores e isso agita um pouco as coisas, mas repetindo não existe qualquer dificuldade adicional.

    Nota Final - 8,6

    Confesso que antes de pegar neste jogo estava um pouco reticente sobre ele pois temos um novo protagonista e num tempo diferente, mas assim que voltei a mergulhar neste universo vi que os meus "medos" eram em vão e este jogo consegue envolver qualquer jogador, experiente ou novato da série, pois a história tanto fala do que se passou antes com Phoenix Wright como o presente, e depois tudo acaba por encaixar.
    Tal como o 1º jogo da série, este Apollo Justice surpreendeu-me pois deu uma lufada de ar fresco à série e qualquer pessoa pode iniciar-se neste capítulo mesmo sem tendo jogado os anteriores. Dito isto, recomendo este jogo a qualquer pessoa.


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