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    Phoenix Wright: Ace Attorney - Dual Destinies (3DS)

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    BAlvez
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    Phoenix Wright: Ace Attorney - Dual Destinies (3DS)

    Mensagem por BAlvez em 12/11/2013, 15:00


    Versão testada: -----------

    Já se passaram-se 6 anos desde o anúncio do 5º capítulo da série Ace Attorney, e desde então foram lançados vários Spin-off's da série como dois capítulos de investigação protagonizados por Miles Edgeworth e ainda um Cross-Over com a popular série da Level-5 Professor Layton (que será lançado na Europa em 2014), será que os fãs teriam de esperar muito mais para pegar no novo jogo da série? Não, entre Julho e Outubro de 2013 foi lançado a 5ª entrega da série para a 3DS em retalho no Japão e em formato digital para todos os outros territórios. Neste capítulo Phoenix Wright volta a dar nome de novo a um jogo da série, mas para além dessa personagem carismática voltamos a controlar Apollo Justice e uma nova advogada da Wright Anything Agency, chamada de Athena Cykes.
    Athena é uma advogada novata e Phoenix foi o responsável pela descoberta da sua vocação e do recrutamento para a sua agência, mas para além de ser uma advogada de defesa ela é especialista em psicologia e consegue, através da voz, ver as verdadeiras emoções das pessoas com quem fala com a ajuda do Widget, um aparelho que serve para registar isso mesmo.
    Pegando nisto, este 5º capítulo tem tudo para ser mais um jogo bem conseguido na série, mas será que conseguiu? É para tirar isso a limpo que estou aqui a escrever mas primeiro vamos à acção:

    Passou-se um ano desde os acontecimentos da última entrega, e precisamente no dia em que somos introduzidos neste jogo, Phoenix recebe a sua licença de advocacia de volta e pode voltar a exercer a sua antiga profissão, e no mesmo dia em que a recebe, o dever chama-o numa altura em que as pessoas pouco confiam na justiça, daí chamarem a este período "Os Dias Negros da Lei".
    No dia anterior existiu uma explosão numa das salas do tribunal durante uma sessão, sessão esta onde Apollo e Athena estavam em defesa um cliente mas no fim Apollo não consegue sair ileso desses acontecimentos como a sua companheira de profissão e todos os outros intervenientes. No dia seguinte (ou melhor, no dia presente) uma rapariga chamada de Juniper Woods está a ser acusada em tribunal pelo acto bombista do dia anterior e Athena está a tentar dar o seu melhor para defender a sua amiga de infância mas devido à sua inexperiência ela acaba por congelar em plena audiência e aí entra Phoenix em acção.
    Este é só o primeiro capítulo deste jogo que no total tem 5 (terá mais via DLC) e após este caso temos outros dois que cronologicamente passam-se antes do 1º e que servem para mostrar a introdução de Athena à série e também alguma da sua história e os seguintes tratam do caso onde aconteceu tal explosão.

    Dito isto, vamos mesmo ao jogo jogado. Falando em novidades, a introdução de Athena à série trouxe uma nova forma de descobrir quando as pessoas mentem ou procuram esconder algo. Enquanto Apollo Justice tem a sua bracelete que reage sempre que alguém mente e Phoenix o seu Magatama (habilidades que continuam presentes nesta entrega e funcionam da mesma forma), a Athena tem no seu colar o Widget, um robô minúsculo que detecta quais as emoções que a pessoa sentiu ou sente enquanto fala sobre alguma coisa, e as pessoas conseguem ver o que ele detecta através da Mood Matrix, a interface holográfica de tal engenho. A Mood Matrix mostra-nos 4 diferentes tipos de emoções, a que corresponde ao botão verde é a alegria/felicidade, ao vermelho mostra frustração ou zanga, já ao botão amarelo corresponde à surpresa enquanto o azul mostra a tristeza. Tendo isso em mente e as palavras que a pessoa com quem falamos diz nós temos de descobrir onde é que as emoções não mostram a realidade, pode ser por uma pessoa dizer que está surpresa e na realidade não estar nem um pouco, uma pessoa dizer e mostrar que se sente de uma forma e também mostra outro sentimento, a ausência de sentimentos, enfim, existem várias formas de mostrar quando o sentimento contradiz o que se diz. Esta adição é muito boa e é a cara da Athena, e isto faz mostrar que cada uma das personagens que controlamos têm as suas características e formas de abordagens diferentes e a variedade é algo constante nesta entrega, coisa que não aconteceu nos capítulos anteriores onde existia um ou outro capitulo menos apelativo, aqui isso não acontece. Para além disso todas as personagens ganharam uma "habilidade" chamada de Thought Route, similar à Lógica que Miles Hedgeworth utiliza na série de investigação, faz com que a personagem que jogamos fique tão focada no caso e junte todas as peças de forma a descobrir novas possibilidades, algo excelente que causa um bom impacto ao jogador e também faz com que ele pense com a personagem, pena é que só acontece em momentos críticos no tribunal. Para além disso existiu uma pequena adição que fazia falta que é o Backlog, função esta acessível a qualquer momento através do ecrã táctil que mostra todas as falas anteriores, que acaba por ser importante quando nos escapa alguma coisa. Fora isso a estrutura é a mesma dos jogos anteriores, temos as sessões de tribunal e as de investigação onde temos de nos mover pelo cenário, contudo, este jogo peca precisamente nesse aspecto. A transição da série para a DS quis mostrar um lado mais forense à série e fê-lo com qualidade em entregas anteriores e em vez de investirem mais nesse campo retiraram-no por completo. Porque raios fizeram isso? É que não só removeram as técnicas forenses para investigar em detalhe algumas provas/pistas, também retiraram a hipótese de analisar aquilo que temos em posse e tudo que aparece no cenário (agora só podemos analisar zonas especificas, falarei mais à frente) como também aconteceu em capítulos anteriores, não dá para mexer nas várias peças de evidência de forma a ver a coisa de vários ângulos a coisa onde até poderiam existir factos escondidos nelas. Retiraram isto, sabe-se lá porquê, e este capítulo é mais conversa que outra coisa e por vezes julgava que estava a ver um filme em vez de estar a jogar um jogo. Em momento algum achei o jogo seca por causa da sua história envolvente, mas não existe um "jogo" nesta entrega fora no tribunal onde nos exige pensar onde até existem novas mecânicas, por isso mesmo que as adições sejam boas no foco principal que são as sessões do tribunal, fora disso o jogo está pobre quando comparado aos jogos anteriores e é o mal foi feito nesta entrega e até me consegue deixar frustrado (está o botão vermelho da Mood Matrix a piscar).
    Agora vamos ao grafismo e tenho de começar pelas sessões de investigação do cenário que nos permite ver os locais do crime em várias perspectivas o que é excelente, mas como disse isto só acontece nos locais do crime e por ventura só podemos examinar os cenários nesses locais e não em qualquer um como em todas as entregas anteriores e isso é pena e limita ainda mais a "aventura" antes dos julgamentos e torna o jogo bem mais linear. Pontos negativos à parte agora vamos ao de bom que o grafismo deste jogo oferece que é simples e excelente. A transição da série para a 3DS fez com que o jogo ficasse totalmente em três dimensões com modelos de personagens em vez de Sprites e com animações de encher o olho onde são bastante fluídas, os cenários todos moldados e cheios de pormenores que dão autenticidade a eles, por exemplo, um dos primeiros casos passa-se durante um festival e num dos cenários estamos num local em céu aberto e vemos as nuvens a mover-se lentamente, os efeitos a mexer-se ao "som" do vento assim como as árvores, enfim, está mesmo muito detalhado este jogo, não só nestes cenários "estáticos" como naqueles onde podemos ver de várias perspectivas. Para além disso o jogo introduziu Cut-Scenes em Anime e isso foi uma boa adição, pena que sejam bem curtas. Para além disto tenho de salientar o efeito 3D da consola que está muito bem conseguido, dos melhores trabalhos que vi na consola, contudo, em certas Cut-Scenes esse efeito é algo estranho pois as personagens parecem que estão a flutuar e os pés não estão no chão. Mas está aqui um trabalho de enorme qualidade e que pode ser ainda mais explorado no futuro.
    Vamos ao Som, a introdução de Cut-Scenes também trouxe vozes  que conseguem ser bem apreciáveis, mas só acontecem nas Cut-Scenes (e nas catchphrases no tribunal e uma ou outra expressão são ridiculas) e como elas já são curtas não existe muito trabalho de vozes. Foi boa a introdução, mas não foi nem um pouco explorada e isso desilude, contudo, a série tem-nos habituado a bandas sonoras de qualidade assim como os seus efeitos e esta entrega não é excepção. As músicas são de qualidade e transmitem a essência de Ace Attorney, existem muitas novas e um ou outro Remix de temas bem conhecidos como o do Apollo (que está qualquer coisa de especial), mas também existem temas antigos que aparecem de uma forma interessante como uma canção da Lamiroir (personagem importante do 4º jogo) como toque de telemóvel do Apollo ou o do Steel Samurai como toque do Phoenix (se bem que este já tinha acontecido antes). Já sobre os efeitos sonoros não existe muito que falar pois tem a mesma qualidade dos capítulos anteriores e dão muita vida ao que se passa no jogo mesmo com o detalhe mais simples (como um simples bater do giz num quadro), mas gostava de salientar o som do público no tribunal que teve uma melhoria grande e mostram a surpresa ou indignação deles em vez de parecerem beatas na igreja. Em suma, um trabalho de qualidade e gostei bem mais deste trabalho que de Apollo Justice.
    Agora vou falar da longevidade e a duração deste jogo surpreendeu-me bastante, umas 23 horas a terminá-lo e não senti o jogo chato nem por um momento, pois como disse mais acima, embora não existam várias ferramentas como existiram no passado, a história compensa e isso fez-me agarrar ao jogo, mas não posso deixar de criticar essa ausência pois passamos mais tempo no jogo a carregar para avançar no texto do que propriamente a jogar, caso contrário estaria aqui qualquer coisa de especial.
    E para concluir vamos à dificuldade, resumindo, o jogo é mais acessível para todos onde sempre que perdermos numa sessão de tribunal podemos recomeçar precisamente no mesmo local onde ficamos no jogo e com a barra de HP cheia (que dá-me a sensação de ser menos relevante que nas entregas anteriores pois é sempre ao 5º erro que ela se esgota), para além disso sempre errarmos bastante numa só secção de um testemunho podemos pedir dicas concretas ao nosso parceiro e na investigação do cenário sempre que nos sentir-mos "perdidos" basta ir ao Court Record ver as notas do nosso personagem para saber o que devemos fazer a seguir. Gostei bastante desta acessibilidade mas ter retirado a exploração a tudo como nas entregas anteriores tornou as sessões de investigação bem mais lineares e é aqui que peca o jogo e perdeu a sua essência face aos seus antecedentes. Podiam ter explorado mais este campo que a experiência tornava-se ainda mais rica quer a nível gráfico, de dificuldade, longevidade e até mesmo de jogabilidade, como tal não aconteceu o jogo tem certos pontos que deixa a desejar.

    Gráficos 9 - Grafismo vivo e de encher o olho, pena é não dar para ver várias prespectivas de todos os locais e examiná-los assim como o facto de existir poucas Cut-Scenes;
    Jogabilidade 7 - Retiraram as boas adições do passado e isso condicionou a experiência por um todo, mas também existiram novidades de qualidade;
    Som 9 - Um trabalho sonoro de grande qualidade, faltou foi explorar mais a introdução das vozes às personagens;
    Longevidade 7 - O jogo é enorme e evolvente por causa da história, mas pouco jogamos;
    Dificuldade 6,5 - A acessibilidade aumentou e isso é de louvar, mas o jogo também se tornou mais linear e isso estraga tudo.

    Nota Final - 7,7

    Eu gostei bastante deste capítulo pois tem uma história envolvente e diversificada onde jogamos com três personagens diferentes, mas como jogo tem aspectos que deixam a desejar e podem bem afastar muitos jogadores deste capítulo pois não se joga muito.
    Este jogo tinha potencial para ser o melhor Ace Attorney até à data, como assim não aconteceu, este é um capítulo mais virados para os fãs da série e que os irá deixar satisfeitos com toda a certeza.


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