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    Kingdom Hearts (PS2)

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    Kingdom Hearts (PS2)

    Mensagem por BAlvez em 30/11/2013, 16:34


    Versão Testada: -----------

    Kingdom Hearts é uma série que nasceu do fruto de uma parceria entre a então Square e a Walt Disney, série esta que combina ambas as realidades de cada uma das empresas que são bem distintas, as personagens da icónica série de videojogos Final Fantasy e as personagens bem amadas dos vários universos que a Disney tem criado desde o seu começo. Este jogo assenta num estilo de  Acção/RPG, um género de jogo pouco explorado até então, e foi lançado ao longo do ano de 2002 nos vários territórios, tendo sida lançada ainda uma versão denominada de Final Mix em exclusivo no Japão no final desse ano, coisa que ire falar mais à frente.
    Mas de que forma iriam combinar dois universos tão distintos? A criação de uma nova história que fizesse isso seria obrigatório, mas que personagem iria o jogador controlar? Não podia ser uma de Final Fantasy pois isso iria fazer afastar as pessoas familiares com a Disney, mas também não podia ser uma personagem do vasto universo da Disney pois afastaria os fãs de Final Fantasy por ser um jogo infantil, por isso a conclusão que chegaram foi o criar de uma nova personagem que viria a ser o protagonista. Esta nova personagem viria a ser desenhada pela equipa da Square para dar aquele estilo característico e distinto deles, e só isso chamaria à atenção dos seus fãs, mas essa personagem teria de ter companheiros que teriam de ser caras bem conhecidas da Disney para conseguir familiarizar aqueles que não se identificavam com o universo Final Fantasy. Dito isto, as personagens que nos iriam acompanhar ao longo deste novo jogo seriam nem mais nem menos que o Pato Donald e o Goofy (Pateta), mas quem é esse protagonista? É disso que vos vou falar agora:

    Neste jogo controlamos Sora, um rapaz de 14 anos que vive num arquipélago chamado de Destiny Islands juntamente com os seus amigos de infância Riku (de 15 anos) e Kairi (também com 14 anos), mas também com Wakka, Tidus e Selphie, personagens bem conhecidas de Final Fantasy X e VIII. Sora, Riku e Kairi desde pequenos ambicionam sair da ilha para descobrir novos mundos pois não só querem descobrir o que está para além do seu mundo como também querem ajudar Kairi a encontrar a sua terra natal pois ela não se lembra de como ela é.
    Dito isto, chega o dia em que eles colocam mãos à obra e os três amigos começam a construir uma jangada para partirem à descoberta de novos mundos, e após a sua conclusão, cada um deles vai para o seu lar aguardando ansiosamente pelo dia seguinte pois seria o dia da partida à aventura, só que nessa mesma noite uma enorme tempestade atinge a ilha onde Sora e os amigos costumam brincar e por ventura, onde a jangada está. Ao saber disto, Sora ficou com receio que o seu trabalho venha a ser destruído e por isso parte de imediato para a ilha mas quando lá chega, ele encontra criaturas assombrosas muito estranhas e vê o Riku a desaparecer por um portal negro e ao mesmo tempo começa a empunhar uma estranha espada em forma de chave que consegue derrotar essas mesmas criaturas criaturas, mas enquanto ele enfrenta tais coisas, as ilhas começam a ser destruídas e o nosso protagonista desaparece no espaço.
    Entretanto somos apresentados a um novo mundo chamado de Disney Castle, onde o Rei desse local (o conhecido Rato Mickey) deixa uma mensagem para os seus fieis amigos Donald e Goofy dizendo que deixou o seu mundo pois todos os outros estão a ser atacados por estranhas criaturas chamadas de Heartless (as mesmas criaturas que apareceram em Destiny Islands) e ele quer ajudar a derrotar essas criaturas da escuridão. Para além de explicar a sua ausência, pede aos seus amigos para viajar e procurar uma chave que irá proteger os mundos desta terrível ameaça, por isso Donald e Goofy despedem-se de Minnie e Daisy (a Pata Margarida) e junto com os esquilos Chip e Dale (Tico e Teco) partem à procura da tal "chave" viajando na Gummi Ship, e decidem ir ao mundo mais próximo que é Traverse Town.
    Depois disso ganhamos novamente controlo de Sora, que acorda num mundo que não conhece (Traverse Town) e é abordado por Leon (mais conhecido como Squall em Final Fantasy VIII) que o desafia para um combate que Sora acaba por perder. Depois da disputa ele acorda num quarto de um Hotel com Squall e Yuffie (de FF VII) que dizem que o duelo anterior foi para testar Sora como o portador da Keyblade, a misteriosa espada em formato de chave que tem o poder de derrotar Heartless, abrir tudo que é fechadura e tem uma certa relação especial com corações. Durante a conversa eles são atacados por Heartless que de repente aparecem em Traverse Town e Sora vai fazer para derrotá-los, mas enquanto luta com eles no 3rd District, caem do céu o Donald e Goofy que vêem que a chave que tanto procuram é a Keyblade que Sora segura e por isso acabam por ajuda-lo a derrotar estas estranhas criaturas que começaram a aparecer em todo lado. Após o triunfo, Sora diz que ele está à procura dos seus amigos Riku e Kairi, e Donald e Goofy explicam o porquê de procurarem o Sora que, segundo o que o seu Rei lhes pediu, teriam de proteger a chave, e por isso propuseram ao nosso protagonista para ele se juntar ao grupo que pois assim eles ajudavam-no a procurar os seus amigos enquanto eles procuravam pelo seu Rei. Sora decide-se e aceita a proposta, e assim começa a aventura entre estes três personagens pelos diversos mundos que este jogo nos oferece.

    Agora sim vamos ao jogo jogado, como disse este jogo mistura Acção com RPG o que faz com que a acção seja em tempo real e nós controlemos a acção da personagem inteiramente, atacar, reflectir ataques, usar feitiços, esquivar-se com um Dodge Roll ou um simples salto, por isso a melhor estratégia para o sucesso são os nossos reflexos tal como num jogo de acção e/ou aventura mas claro, existem inimigos e inimigos e a forma de aborda-los convém ser diferente. Por exemplo, os primeiros Heartless que encontramos chamam-se de Shadows e das duas uma, ou eles atacam ou esquivam-se quando se transformam em sombras de forma a não podemos atingi-los enquanto estão nessa forma, por isso a estratégia é derrotá-los enquanto estão na sua forma normal, mas por outro lado, os Fat Bandits reflectem todos os ataques físicos pela frente, por isso ou temos de atacar com a nossa Keyblade nas suas costas ou utilizar um feitiço (que não de fogo pois é a sua resistência) para os derrotar, são dois exemplos bastante simples mas que mostra a variedade de inimigos (que são umas dezenas de espécies) e que devemos ser versáteis na forma de os atacar. Mas claro, juntando a este nível de acção também existem elementos de RPG como a evolução de nível ou as fraquezas de certos inimigos de forma a podermos explorar, mas ainda é possível ganhar pontos de experiência para além de derrotar inimigos que é realizando certas acções em combate (como atingir Red Nocturnes com o Blizzard que são a sua fraqueza ou reflectindo ataques inimigos) e a isso chamam-se de Tech Points.
    Para além de poder andar a balançar a Keyblade, também existem os feitiços que referi antes, e eles podem ser utilizados através de um pequeno menu no canto inferior esquerdo do ecrã chamado de Command, que é fácil de utilizar navegando por ele através do D-Pad do comando e confirmando a acção com o botão de atacar, e isso faz com que o Sora utilize uma das várias magias e invocações que vai aprendendo ao longo da sua aventura, mas para além de serem acessíveis através do menu ainda existem atalhos personalizáveis para elas onde temos de carregar no L1 e no botão correspondente ao feitiço que queremos utilizar. E claro, a magia tem limites que são os MP, a barra azul que está a par da barra verde que corresponde aos Hit Points (HP). Para além de existir a opção Attack (usar a Keyblade) e Magic, ainda temos uma terceira opção chamada de Items (itens que podemos dar a Sora para utilizar em combate) e o 4º Slot do Menu Command serve para ataques especiais como Ars Arcanum ou Trinity Limit, ataques especiais que consomem MP. Durante os combates, os inimigos deixar cair certos itens, como esferas verdes que servem para recuperar HP ou bolhas de sabão para recuperarmos MP, isto para além de Muuny (a moeda deste universo) e de itens que podem ser Potions, Ethers ou Elixirs que recuperam HP e/ou MP mas como também podem bem ser peças de equipamento ou materiais para Synthesis.
    Como disse anteriormente, existem peças de equipamento que melhoraram os Stats do nosso personagem e dos nossos companheiros de alguma forma (seja HP, MP, Strength, Defense ou ainda AP, coisa que falarei mais à frente), equipamentos esses que podem bem ser dropados por inimigos, comprados em lojas, descobertos em baús de tesouro ou ainda criados via Synthesis, um processo que junta vários materiais que criam novos objectos que podem bem ser equipamento, itens de recuperação ou ainda itens que melhoram os nossos Stats permanentemente. Para além disso Sora, Donald e Goofy recebem novas armas ao longo da aventura, o nosso protagonista recebe vários porta-chaves que alteram a forma da sua Keyblade e isso pode melhorá-la em certas características e/ou diminuir outras, e essas caracteristicas que são o alcance, a frequência que causa Critical Hits, o poder e quantidade de feitiços a usar e ainda aqueles que conseguem encontrar um bom equilíbrio entre elas. Já o Donald pode obter vários bastões desde aqueles que dão um boost ao seu MP e a força dos seus feitiços a um bastão mais virado para ataques físicos de forma a causar mais vezes Critical Hits, mas também passando por um bastão que encontre um bom balanço entre essas duas características. Já o Goofy pode ter vários escudos e existem de várias formas e feitios, os grandes são mais virados para a defesa e na capacidade de reflectir ataques inimigos, já os pequenos não são tão capazes a defender mas sim a atacar mas ainda existem escudos que encontram um meio termo entre essas duas características tendo uma dimensão média ou até mesmo grande. Independentemente da personagem e do tipo de arma, todas elas podem aumentar os Stats de Strength ou MP.
    Agora vamos falar dos nossos companheiros, tal como tenho vindo a demonstrar, o Donald é o mago do grupo e ele vai aprendendo feitiços ao mesmo ritmo que o Sora e pode utilizar o que quiser e da forma bem entender (à excepção das Summons que só o Sora pode utilizar), já o Goofy é o defensor do grupo e para além de ser bem capaz de enfrentar inimigos, ele pretende proteger os seus amigos utilizando o seu escudo e dando suporte das formas que puder. Mas para além do Donald e do Goofy ainda existem mais companheiros que são exclusivos de certos mundos e eles têm as suas próprias características, o problema é que só podemos ter dois companheiros ao mesmo tempo e para gerir a nossa party temos de encontrar um Save Point e embora os nossos companheiros sejam controlados pela IA, através do menu de pausa e no mesmo sítio onde podemos personalizar os atalhos de Sora também podemos personalizar as acções dos nossos companheiros. Esta personalização pode ser sobre a frequência que eles realizam ataques físicos, a frequência que utilizam magia ofensiva (Donald) ou ataques especiais (Goofy), Magia defensiva (Cure ou Aero) ou frequência de reflectir ataques inimigos, Magia avançada (Gravity ou Stop) ou acções de suporte (habilidades que ajudem os companheiros) e ainda a frequência que utilizam itens de recuperação de HP e MP. Desta forma podemos colocar as personagens aquilo que nós entendermos, podem ser personagens de caudal atacante, defensivas, de suporte, equilibradas, enfim, aquilo que o jogador bem entender.
    Agora sim chegou a altura de falar dos AP, ou melhor, Ability Points, aquilo que na minha opinião mostra o sentido de evolução em combate da personagem mas também na exploração do cenário. À medida que vamos evoluindo de nível e progredindo na história vamos aprendendo novas habilidades e elas podem ser de diversos tipos, como aquelas que podem aumentar a quantidade e a qualidade dos combos (aéreos ou de solo) e finalizá-los, habilidades defensivas (Dodge Roll e Guard são exemplos) ou ataques que consomem MP, e podemos activar todas as habilidades que quisermos dentro do AP disponível, tanto no Sora como nos seus companheiros. Para além desse tipo de habilidades ainda existem algumas partilhadas que não consomem qualquer tipo de AP e afectam todo o grupo. mas isto das habilidades não é tão simples como parece, exige ao jogador uma fase de experimentação para saber o que deve ou não usar nas habilidades, não basta activar todas e andar para a frente pois o jogo assim não o permite pois existe um bom limite de habilidades a usar, é preciso existir uma selecção delas e creio que aqui é que vive o lado mais RPG desta aventura.
    Disto tudo isto sobre o combate, falta-me apenas falar do início do jogo e isso tem a sua influência da forma que o Sora cresce ao evoluir de nível. Logo de início o jogo apresenta-nos três armas, uma espada, um escudo e ainda um bastão e pede para escolher um desses pois irá tornar-se na maior virtude do Sora, a espada corresponde a mais força, o escudo a mais defesa e o bastão a mais poder mágico, mas para além disso afecta a ordem que se aprende certas habilidades, se as mais ofensivas, as defensivas ou de cariz mágico em primeiro lugar e as outras por último. Depois de escolhida uma dessas armas, é nos pedido para sacrificar uma delas e aquela que sacrificar-mos será a característica de Sora que irá crescer menos. Após estas escolhas, mais escolhas! Desta vez somos apresentados a Wakka, Tidus e Selphie e eles colocam-nos umas questões e o resultado delas tem a haver com as fases do dia, que são:


    • Ao amanhecer - O Sora precisa de pouca experiência para evoluir de nível mas a partir do nível 40 precisa de muita experiência para evoluir;
    • Durante o dia - O Sora precisa de uma quantidade de experiência normal para evoluir, do nível 1 ao 100;
    • Ao anoitecer - Até ao nível 40 o Sora precisa de muita experiência para evoluir de nível, a partir daí precisa de uma quantidade menor de experiência para isso acontecer.

    Por isso as combinações são muitas e se o jogador se o jogador souber o que está a fazer, pode criar aqui um caminho que vai ao encontro daquilo que pretende, mas se não souber o que está a fazer pode criar aqui progressão "minada" e a aventura pode tornar-se chata, foi o que me aconteceu da primeira vez que joguei este jogo onde na fase final não conseguia sair da casa dos 70 de nível e tinha uma defesa muito fraca.
    Agora fica só falar da exploração do cenário e da navegação pelos mundos deste universo. A exploração do mapa é funciona como um RPG comum, existem várias zonas na mesma área, tesouros e segredos para descobrir, inimigos e personagens características desse local para conversar, mas a isto junta-se um pouco de plataformas que promovem a exploração e a descoberta de vários tesouros úteis para o nosso progresso nesta aventura. Já a navegação é espacial e feita através da Gummi Ship, a nave de Donald e Goofy que nos permite viajar de mundo para mundo, atravessando um percurso cheio de inimigos onde temos de fugir deles ou derrotá-los usando os misseis da nossa nave, mas num determinado ponto da história é-nos permitido fazer Warp Drive pelos mundos que nós já descobrimos, dessa forma os percursos só são obrigatórios de fazer quando procuramos novos mundos para explorar. Outra coisa importante de referir é que a Gummi Ship é completamente personalizável de forma o aperfeiçoamento da nave colocando mais lançadores de misseis, mais armadura, um escudo protector, enfim, as hipóteses são muitas mas o sistema de construção de naves é bastante confuso e afasta muitos jogadores dessa característica pois é bem possível terminar o jogo com a Gummi Ship inicial sem qualquer alteração. Felizmente existem Blueprints que permite construir uma nave seguindo esse modelo e de forma automática, para isso precisamos de ter todas as peças necessárias e num instante temos uma nave melhor que ajuda a progressão pelos percursos, mas é uma característica do jogo que passa ao lado.
    Dito isto tudo só me falta fazer uma crítica, para além de mecânicas complexas para o iniciante que afectam a progressão do jogo, tenho de criticar o controlo da câmera deste jogo. A câmera é controlada através do L2 e R2 e durante o combate não é propriamente agradável mudar o ângulo de visão, juntando a isso ao facto dos "bumpers" do Dualshock 2 serem algo desconfortáveis. Tirando isso o jogo é bastante divertido de jogar, existe um bom sentido de progressão e acaba por fugir aos convencionais RPG's por turnos, se era esse o objectivo da Square então posso dizer que foi bem cumprido mas existe espaço para continuar a melhorar

    Falando agora da apresentação gráfica de Kingdom Hearts, este jogo está qualquer coisa de especial pois mistura efectivamente dois universos distintos e parecem que fazem todos partes do mesmo, mas gostaria de destacar os mundos baseados em universos da Disney pois captam a essência desses filmes e séries em que se baseiam e contam essa história de uma forma bem adaptada às circunstâncias. É impossível não se sentir familiarizado com os mundos que vamos conhecendo e criar uma ligação com eles pois o ambiente consegue transmitir isso, e tenho que destacar a Halloween Town que até muda os trajes de Sora e companhia, assim como Atlantica que adapta os personagens a uma vida debaixo de água, mas os mundos são muito diversificados. Outra coisa que devo de destacar são as Cut-Scenes, está aqui um trabalho de animação muito bem feito, delicado e acaba por encher o olho (ainda para mais estamos a falar de um jogo de 2002, inicio da PS2), especialmente as expressões faciais que transmitem e bem as emoções e as bocas mexem-se ao som da voz, mas estas expressões também se destacam pela negativa pois subitamente as caras de algumas personagens ficam como aquelas por defeito tal como no decorrer do jogo, embora pontual isso não é bonito de se ver. Para além disto tenho de voltar a referir a câmera do jogo pela negativa pois em alguns momentos fica em ângulos estranhos e isso não ajuda o jogador. No geral um trabalho muito bem conseguido mas peca em alguns aspectos técnicos.
    A nível sonoro posso dizer desde já que aqui está um trabalho magnifico pois músicas, vozes e efeitos sonoros estão no ponto. Este jogo trouxe muitas músicas originais e elas são de grandíssima qualidade, quer as músicas de ambiente quer as de abertura e final do jogo, e ficam-nos na cabeça mas as músicas já conhecidas são as que merecem o meu destaque. Como disse anteriormente, todos os mundos baseados nos universos da Disney conseguem transmitir e bem o ambiente que pretendem, e grande parte disso é por causa do Som pois colocaram músicas baseadas nesses filmes, mas tenho de destacar as músicas ambiente quando exploramos determinado mundo e as de combate nesse mesmo local pois são as que ouvimos mais vezes e quem cresceu a ver filmes como os do Tarzan ou da Pequena Sereia sente-se logo familiarizado com a coisa e isso é impressionante. Falando das vozes, para além de dar língua às novas personagens e aquelas que não tinham voz (como algumas personagens de Final Fantasy), procuraram e conseguiram que os actores originais de cada uma das personagens desse novamente voz à causa e nota-se aqui uma preocupação de dar autenticidade ao jogo por parte da Square Enix. Um trabalho de actor que gostaria de destacar é o trabalho de Kathryn Beaumont, actriz que deu voz a Alice de "Alice no País das Maravilhas" pois embora seja um papel algo secundário, esta senhora voltou a dar voz a esta personagem 50 anos depois de ter gravado o filme! Só por aqui dá para ver esse cuidado que existiu na escolha de actores, e tenho de destacar também o trabalho de James Woods e Dan Castellaneta nos papéis de Hades e Génio, respectivamente, papéis algo exuberantes. Por fim os efeitos sonoros também captam a essência dos seus respectivos locais, mas o meu destaque vai para o País das Maravilhas pois consegue mostrar a bizarrice desse local com pequenos sons. Está aqui um trabalho de encher o olho, ou melhor, o ouvido e é dos melhores trabalhos sonoros que pude assistir num videojogo.
    Kingdom Hearts é um jogo algo longo mas pode ser completado tanto em 10 horas como em 60 tal como um RPG convencional, completar a história é algo que se faz bem pois o jogo consegue captar o nosso interesse, e quem ambiciona completar o jogo a 100% tem uma bela tarefa pela frente pois tem bosses secretos para derrotar, itens para encontrar e ainda mais, o problema que tenho com isso é que isso torna-se chato de se fazer e o jogo não apresenta alguma coisa para uma pessoa descontrair. Acho que aqui faz falta alguma coisa, pois até existem Mini-Jogos no Bosque dos 100 Acres mas eles são muito chatos de se fazer. É um jogo divertido de se jogar e existe muito que fazer, mas não existem sessões para uma pessoa descontrair um bocado pois existem várias tarefas para fazer, podiam ter aproveitado melhor um ou outro mundo Disney e usava-o para isso.
    Por fim chegamos à dificuldade deste jogo e para além de uma aventura sólida o jogo apresenta-nos alguns desafios secundários, bem, desafiantes como enfrentar ondas de inimigos a Solo ou com um Tempo Limite no Coliseu de Olympus ou bosses secretos que precisam de ser bem estudados antes de enfrentar, mas estas são características que só os mais dedicados irão apreciar pois aquele sistema inicial que dita a progressão do Sora e também a personalização dos nossos companheiros é coisa que só irá ser explorada por essas pessoas. Para além disso ainda existem duas dificuldades diferentes a escolher antes de começar a jogar, são a Normal e a Difícil que afectam o comportamento da IA inimiga. O problema aqui é a inexistência de uma dificuldade fácil para os novatos da série e a introdução dessas pessoas pode não ser a melhor com um desses modos e também pode afastá-las. Dito isto, se uma pessoa tiver vontade de conhecer este jogo e fazer para explorá-lo, então conseguirá encontrar aqui alguma coisa que a faça pegar em Kingdom Hearts, se apenas quiser experimentar pode não ter a melhor experiência.

    Agora só me falta de uma coisa que é a edição Final Mix. Como disse no inicio desta análise, esta foi uma edição exclusiva do Japão e ela trouxe bastantes novidades como bosses secretos exclusivos das versões internacionais deste jogo foram introduzidos no Japão pela primeira vez, assim como novos bosses. Para além disso existem mais Cut-Scenes que aprofundam a história em certos aspectos e também corrigiram certos problemas de câmera, mas mais importante ainda é o facto de terem adicionado uma dificuldade chamada de Beginner destinada para os novatos da série, para além de uma IA mais acessível oferece uns quantos itens capazes de nos dar um início fácil de forma a tornar o jogo bem mais apreciável para essas pessoas, o que é de louvar.
    Infelizmente, não vou ter isto em consideração nesta minha análise pois estou a analisar a versão original da Playstation 2 e como os europeus não tiveram acesso a ele na Playstation 2 e a actual versão da Playstation 3 tem diversas melhorias quando comparada à versão original, não faz sentido ter isto em conta.

    Gráficos 9 - Mesmo com certos aspectos técnicos defeituosos, conseguem brilhar e está um trabalho delicioso;
    Jogabilidade 8,5 - É divertida e mistura Acção com RPG de uma forma muito boa, peca no controlo de câmera e a Gummi Ship passa ao lado;
    Som 10 - Um dos melhores trabalhos que já vi;
    Longevidade 9 - O jogo é enorme e tem imenso que fazer, o normal de RPG's, mas acho que falta aqui qualquer coisa;
    Dificuldade 7 - Os mais dedicados encontrarão aqui algo que os faça pegar, os novatos podem ter dificuldades a introduzir-se.

    Nota Final - 8,7

    Não é um jogo perfeito e tem muito espaço para melhorar, mas com Kingdom Hearts a Square e a Disney conseguiram criar algo de especial, tal como muitos fãs da série dizem "A minha infância está aqui toda neste jogo" pois grande parte das pessoas cresceram a ver filmes da Disney e a jogar Final Fantasy.
    É um jogo que merece a oportunidade de qualquer pessoa, e se não conseguirem a versão original da PS2, comprem a versão PS3 pois consegue corrigir muitos dos problemas que este jogo tem e é bem mais acessível para os novatos.

    -----

    Mais uma vez tenho de agradecer ao lobito pela a sua ajuda a escrever uma parte desta análise pois ajudou-me bastante na continuação dela.
    Por isso, obrigado lobito Wink


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    Re: Kingdom Hearts (PS2)

    Mensagem por xdjogs em 1/12/2013, 11:48

    Bem, mais uma grande análise do BAlvez XD Eu pessoalmente nunca conheci muito da série, mas agora cá em casa arranjaram a colecção da PS3, e fiquei com vontade de experimentar XD


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    Re: Kingdom Hearts (PS2)

    Mensagem por Miguelcmb em 1/12/2013, 13:38

    Gostei da análise! Esta série é muito boa, tem jogos de grande qualidade. Dos quatro KH que joguei (este, o II, o BbS e o 3D), este primeiro foi o que gostei menos porque os outros melhoraram a fórmula e trouxeram uma melhor experiência de jogo na minha opinião, mas não deixa de ser um jogo muito bom e recomendado a qualquer um.


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    Re: Kingdom Hearts (PS2)

    Mensagem por BAlvez em 1/12/2013, 17:50

    xdjogs escreveu:Bem, mais uma grande análise do BAlvez XD Eu pessoalmente nunca conheci muito da série, mas agora cá em casa arranjaram a colecção da PS3, e fiquei com vontade de experimentar XD
    Se tens a colecção estás à espera do quê? Já devias de ter começado xD
    E obrigado Wink

    Miguelcmb escreveu:Gostei da análise! Esta série é muito boa, tem jogos de grande qualidade. Dos quatro KH que joguei (este, o II, o BbS e o 3D), este primeiro foi o que gostei menos porque os outros melhoraram a fórmula e trouxeram uma melhor experiência de jogo na minha opinião, mas não deixa de ser um jogo muito bom e recomendado a qualquer um.
    Ainda bem que gostaste Wink
    Isso é natural, raro é o novo IP que tem uma fórmula "perfeita" e se conseguem sucesso com o primeiro capítulo, é olhar para a frente e melhorar.


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    Re: Kingdom Hearts (PS2)

    Mensagem por xdjogs em 1/12/2013, 18:40

    Já comecei, e deixa que te diga, aquela cena inicial de andar a recolher coisas... é nojento, especialmente os cocos... eu sabia lá que era suposto dar cacetada na árvore? XD

    Agora a sério, a parte inicial acho um bocado fraca e grande demais, mas pelo que já experimentei, está muito fixe (só cheguei à parte a seguir ao primeiro boss, em que o Sora encontra o Donald e o Goofy)


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    Re: Kingdom Hearts (PS2)

    Mensagem por lobito180 em 1/12/2013, 20:37

    Análise bem fixe, e completa. Concordo com tudo o que disseste, mas nesta versão, uma cena que ajudava a meio do combate (mais ou menos) era que o analógico direito servia para seleccionar cenas diferentes no menu Command, o que ajudava um pouco quando se queria usar um item. Com o ritmo frenético de algumas batalhas, senti falta disso na nova versão... Tirando isso, bem fixe. Smile

    Adicionada ao índice de análises! Wink

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    Re: Kingdom Hearts (PS2)

    Mensagem por BAlvez em 1/12/2013, 20:47

    xdjogs escreveu:Já comecei, e deixa que te diga, aquela cena inicial de andar a recolher coisas... é nojento, especialmente os cocos... eu sabia lá que era suposto dar cacetada na árvore? XD
    Os cocos nascem das árvores, é uma questão de lógica xD
    E ainda bem que estás a gostar, depois se quiseres vai contando a tua aventura Wink

    lobito180 escreveu:Análise bem fixe, e completa. Concordo com tudo o que disseste, mas nesta versão, uma cena que ajudava a meio do combate (mais ou menos) era que o analógico direito servia para seleccionar cenas diferentes no menu Command, o que ajudava um pouco quando se queria usar um item. Com o ritmo frenético de algumas batalhas, senti falta disso na nova versão... Tirando isso, bem fixe. Smile

    Adicionada ao índice de análises! Wink
    Isso que disseste é bem visto e acredito que seja a preferência de muita gente na versão original, mas isso foi coisa que nunca utilizei pois é raro utilizar itens em combate, só mesmo em Secret Bosses xD
    E ainda bem que gostaste da análise Wink


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    Re: Kingdom Hearts (PS2)

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