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    Resident Evil: Deadly Silence (NDS)

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    lobito180
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    Resident Evil: Deadly Silence (NDS)

    Mensagem por lobito180 em 19/5/2014, 22:19


    Em 1996, a Playstation recebia um título que a muitos não dizia muito, mas quando as pessoas começaram a jogar este jogo da Capcom, começou-se a ver que este não era um jogo comum. Resident Evil foi o jogo pioneiro do género Survival Horror, e foi aí que este género começou a suscitar interesse e, depois deste, muitas séries se seguiram.


    Como jogo de sucesso que foi, viu várias sequelas, e ports e hoje eu venho falar de um específico: Resident Evil Deadly Silence, na Nintendo DS.
    A título de curiosidade, este foi o primeiro jogo para maiores de 18 anos lançado nesta consola.

    Resident Evil DS é um port do primeiro jogo da série (segundo na linha temporal) e relata uma missão levada a cabo pela S.T.A.R.S. (Special Tactics And Rescue Service) na periferia de Racoon City, onde foram reportados diversos desaparecimentos recentemente. Primeiramente é enviada a Bravo Team, mas após a perda de comunicação, a Alpha Team é enviada com o principal objectivo de descobrir o paradeiro da Bravo Team. Ao investigar a área, o grupo começa a ser atacado por uns estranhos cães e, na impossibilidade de os vencer, fogem em direcção a uma misteriosa mansão que é onde o jogo se vai desenrolar.
    Enquanto exploramos as diferentes salas e vamos resolvendo puzzles, existem vários “Files”, pequenos documentos de texto que nos vão dando a conhecer a história e o porquê de existirem tantos monstros à solta naquele local, existem também algumas dicas para puzzles. Uma coisa que gostei foi o facto de a maioria dos textos terem sido escritos pelos próprios cientistas do local e eles vão relatando tudo, muitas vezes até eles mesmo se tornarem zombies, ou prevendo esse final.

    Antes de começar é-nos pedido que escolhamos uma personagem. Temos a Jill Valentine (que corresponde ao modo “Normal”) e o Chris Redfield (que corresponde ao modo “Hard”). A história dos dois é bastante semelhante, sendo que as únicas diferenças passam pelos personagens auxiliares (Barry Burton e Rebecca Chambers, correspondentemente), pela capacidade de transportar itens (8 para a Jill e 6 para o Chris), pela resistência física (O Chris é o mais resistente), as armas que vamos ter disponíveis ao longo do jogo (O Grenade Launcher é exclusivo do cenário da Jill) e, talvez a diferença mais significativa para iniciantes, no cenário da Jill é-nos dado logo ao ínicio um Lockpick, com o qual podemos abrir diversas portas e gavetas, no cenário do Chris temos de procurar Small Keys.
    Durante o decorrer do jogo temos de gerir bem três coisas bastante importantes. Munição, itens de cura e Ink Ribbon's.
    A munição é auto-descritiva, sem isto apenas termos como opção de ataque uma Combat Knife, que neste jogo não ocupa espaço no inventário sendo acessível através no botão “L” (nos jogos originais a arma ocupa espaço como qualquer outra).
    Para recuperar a saúde do nosso personagem temos duas opções: Ervas e First-Aid Sprays. As primeiras existem em três variedades: Verde, Vermelha e Azul. O sistema é bastante simples de perceber: Cada Erva verde recupera 25% da nossa vida, sendo que podemos combinar 3 para uma recuperação completa. Juntando uma verde e uma vermelha obtemos o mesmo efeito (mas, claro, as ervas vermelhas são mais escassas). E por fim temos a Azul que cura o envenenamento, podendo ser combinada com as restantes (menos com a vermelha, que por sí só não faz nada). Temos ainda os First-Aid Sprays que recuperam a vida a 100%.
    Os Ink Ribbon's permitem-nos salvar o nosso progresso numa das diversas typewritters espalhadas por todo o jogo, geralmente numa sala onde também se encontra um baú onde podemos guardar qualquer coisa que não nos faça falta, sendo que todos os baús estão interligados.

    Em termos de jogabilidade, este jogo mantém-se praticamente igual às versões originais: o nosso personagem percorre cenários pré-renderizados que vão mudando de ângulo sempre que necessário. Para evitar problemas de controlo, o nosso personagem segue em frente sempre que carregar-mos em frente no D-Pad, ou seja, mesmo que esteja virado para nós, temos de carregar para cima e não para baixo. Isto pode afastar alguns jogadores habituados aos controlos nos jogos mais recentes, mas não acho que seja um esquema muito difícil de nos habituarmos.
    Uma adição em relação aos originais é um esquema de mira automática, em que ao pressionarmos o botão “R” (ou “L”, no caso da faca) o personagem se vira automaticamente para o inimigo mais próximo, pronto a disparar. Outra adição, foi a 180º Turn em que, ao carregarmos para trás e no botão de correr, o personagem vira-se logo de costas, o que facilita algumas fugas.
    No início a maioria das salas da Mansão estão trancadas e o jogo consiste em atravessarmos a mansão de um lado para o outro diversas vezes sempre que encontramos uma chave nova. Por muitas divisões vamos encontrando diversos inimigos. Primeiro são apenas zombies, criaturas um tanto lentas, relativamente fáceis de esquivar (o que ajuda a preservar munição), mas mais para a frente encontramos outras ameaças.
    A certa altura sairemos da mansão em si e temos a oportunidade de explorar a casa do guarda e um laboratório subterrâneo.

    O jogo tem uma bela banda sonora. As músicas combinam muito bem com o ambiente das salas e quando existe um susto temos sempre uma música a acompanhar e a alarmar-nos. O silêncio também é uma coisa importante já que, ao jogarmos um tempo, ficamos logo a saber que não ouvirmos nada não é propriamente um bom sinal. O voice acting é uma desgraça e é a coisa com que mais se goza hoje em dia. É claro que quando o jogo saiu o voice acting nos videojogos ainda era algo muito recente e a maioria dos jogos que tinham vozes nos seus personagens sofriam do mesmo mal.

    Em termos gráficos o jogo safa-se bem na Nintendo DS. Por um lado as sequências Live Action e as FMVs sofrem um grande corte de qualidade, mas por outro os modelos das personagens parecem ligeiramente mais definidos. Os cenários estão bastante semelhantes às antigas versões, mas notam-se que um ou outro fundo foram ligeiramente aldrabados e acabam pro não ficar tão bons.

    Esta versão do jogo contém coisas exclusivas.
    O jogo pode ser jogado de duas maneiras, o Classic Mode  e o Rebirth Mode. O Classic é o jogo tal e qual como saiu em 1996, já o Rebirth Mode acrescenta alguns inimigos em algumas áreas, adiciona alguns puzzles e, em partes específicas, o jogo passa para a primeira pessoa e temos de usar o ecrã inferior da consola para nos defendermos de inimigos usando apenas uma faca.
    Ao acabarmos o jogo no modo Rebirth é desbloqueado o modo “Master of Knifing” que são cinco níveis onde matamos inimigos com a faca e tentamos o melhor tempo e a melhor pontuação.
    Existe também um modo para até 4 jogadores no mesmo local, cada um com a sua cópia do jogo. Neste modo, os jogadores começam todos no mesmo sítio e fazem uma “corrida” até à meta, recebendo pontuação consoante o tempo, os objectos apanhados e os inimigos mortos.

    Gráficos: 7,5 – Não é nada de especial, mas o jogo já é antigo então não se podia pedir muito mais de um port. Pena o decréscimo de qualidade e resolução nos vídeos.
    Som: 7,5 – A banda sonora é bastante boa, os efeitos não são maus, mas o que estraga tudo são mesmo as vozes dos personagens que se tornam bastante caricatas.
    Jogabilidade: 9 – Os personagens controlam-se bem, requerendo apenas uma breve adaptação aos controlos. As novidades acrescentadas são mais do que bem vindas e os minijogos desta versão funcionam bem. Alguns puzzles requerem pensar um bocado o que é sempre bom.
    Longevidade: 7 – Um cenário demora cerca de 5 horas a ser passado. Mesmo que passem os dois isso irá dar cerca de 10, talvez menos porque já vão saber o que fazer. Existem 3 finais para cada personagem, mas não há nada que nos faça querer vê-los a todos.
    Dificuldade: 8 – O modo Rebirth é o que chama mais a atenção já que mesmo que sejam fãs de longa data vão encontrar surpresas e inimigos em locais que não estão à espera. A mira automática ajuda bastante e nesta versão é muito mais fácil de conseguir headshots, mesmo com a pistola mais básica.
    Total: 8 – Se nunca jogaram o primeiro Resident Evil esta é uma boa versão para começarem. O facto de estar numa portátil e de ter o novo modo de jogo pode ajudar-vos a ver o jogo com outros olhos. Se já passaram o jogo noutra plataforma este jogo não vos irá fazer grande falta, a menos que queiram jogar o modo Rebirth que tem a sua piada.


    Última edição por lobito180 em 19/5/2014, 23:22, editado 1 vez(es)

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    Re: Resident Evil: Deadly Silence (NDS)

    Mensagem por BAlvez em 19/5/2014, 23:01

    Uma boa análise lobito, gostei bastante do que li Very Happy A única coisa que posso apontar é a estrutura, existem formas de tornar o texto mais agradável de se ler.

    Uma questão, neste primeiro jogo não existe um modo de jogo onde os baús não estão interligados?


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    Re: Resident Evil: Deadly Silence (NDS)

    Mensagem por lobito180 em 19/5/2014, 23:08

    Eu costumo escrever tudo de empreitada e depois não tenho muito jeito para andar a ligar as coisas, mas se tiveres críticas especificas, sente-te à vontade para as mandar por MP que eu corrijo/melhor! Wink

    Esse modo de que falas só existe na versão Director's Cut na PSOne e no Remake da GC/Wii, chama-se Real Survival. Smile

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    Re: Resident Evil: Deadly Silence (NDS)

    Mensagem por BAlvez em 19/5/2014, 23:16

    Então era a isso que uma amigo meu se referia quando tive oportunidade de jogar esta série com ele xD
    Mas aquilo que mais me impressiona nos Resident Evil clássicos é mesmo a gestão de recursos que aumenta a tensão de um jogador, sobretudo a gestão de Save Games, uma aposta arriscada mas interessante.

    Quanto à critica, não é nada em específico, mas colocar o texto justificado, sublinhar certas palavras e coisas assim só para diferenciar umas partes das outras no texto facilita a sua leitura pois torna o texto mais "leve", isto a meus olhos claro xD


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    Re: Resident Evil: Deadly Silence (NDS)

    Mensagem por lobito180 em 19/5/2014, 23:22

    Quando escrevi o texto escrevi como justificado, mas não sei porque é que aqui não ficou assim. Mas isso é fácil de se arranjar, faço já! xD

    Realmente é a questão das gravações aumenta a tensão, mas acredito que existem ink ribbon's mais do que suficientes, mas lembro-me de ter lido algures que isso foi uma "obrigação" porque não havia capacidade de arranjar uma maneira de gravar em todo o lado. Tenho ideia disso, mas não tenho 100% de certeza! xD

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    Re: Resident Evil: Deadly Silence (NDS)

    Mensagem por xdjogs em 20/5/2014, 00:41

    Boa análise Lobito! Eu ao início não tinha percebido logo que Deadly Silence se referia à sigla DS da consola xD
    Uma coisa que a ler não me fez muito sentido foi: queres jogar com o herói, tens de jogar com ela primeiro (é uma forma de jogares com os 2, mas acho que não é muito positivo, deviam deixar escolher), e okay que o Chris seja o Hard mode, mas não faz sentido ele conseguir carregar menos itens com ele do que a Jill XD
    Em relação à análise em si, percebi bem o que querias transmitir e o jogo em si pareceu-me um bom port do Resi original Wink

    EDIT: Já agora, nunca tinha ouvido falar deste título, até pensei que fosse um novo capítulo da série quando cliquei no link xD


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    Re: Resident Evil: Deadly Silence (NDS)

    Mensagem por lobito180 em 20/5/2014, 01:06

    Boas, xdjogs. Antes de mais, obrigado. Em relação aos personagens, podes escolher com qual queres jogar, eles não te obrigam a começar pela Jill (se bem que acho a melhor personagem para principiantes). Wink
    E se o Chris é o Hard Mode tem de ter cenas mais complicadas, mas também tem a vantagem de ser mais rápido e resistente a ataques para compensar um bocado.

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    Re: Resident Evil: Deadly Silence (NDS)

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