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    Dragon Ball Z: Buu's Fury (GBA)

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    Dragon Ball Z: Buu's Fury (GBA)

    Mensagem por BAlvez em 25/6/2014, 15:53


    Versão testada: -----------

    The Legacy of Goku II foi um jogo de relativo sucesso que surpreendeu muita gente porque representa de forma bastante fiel a saga dos Andróides de Dragon Ball Z numa entrega bastante divertida, e ao saber disto a distribuidora nipónica Banpresto pediu à Webfoot que desenvolvesse uma versão japonesa deste jogo. Eles aceitaram e na terra do sol nascente foi lançada em 2004 uma versão desse jogo chamada de “Internacional” onde para além do idioma, também alteraram os avatares nas caixas de diálogo de forma a representar de uma forma mais fiel a aparência das personagens. Mas ao mesmo tempo, a equipa que trabalhou nessa versão também estava a desenvolver um jogo que concluísse a história de Dragon Ball Z pois a Webfoot apenas tinha adquirido uma licença de 4 anos e como existiam planos de também cobrir as sagas de Dragon Ball GT, tinham de apressar o seu trabalho. Por isso foi lançado no mesmo ano Buu’s Fury, o capítulo final da trilogia “The Legacy of Goku” e conta toda a história que envolve Majin Buu. Será que mesmo com tanto trabalho eles conseguiram melhorar a fórmula do jogo anterior?

    A dinâmica de alternar entre 5 diferentes personagens tornou-se no maior ponto de destaque na série e por isso também marca presença nesta sequela. Para além de Goku, Vegeta e Gohan que agora tem 16 anos, Son Goten e Trunks do presente (ou seja, criança) são as outras personagens jogáveis e o formato de alternar entre personagens é na mesma aquele de utilizar os diversos Save Points no cenário. Em questão de combate esta sequela segue a mesma fórmula do jogo anterior mas com a introdução do botão de defender (utilizando o botão R e até podemos criar uma barreira de energia), todos podem dar socos e pontapés (charge attacks foram removidos) e três ataques de Ki diferentes para além da transformação. Mas a maior novidade é a introdução da fusão que permite utilizar durante 5 minutos a versão fundida de duas personagens (Trunks e Goten ou Goku e Vegeta) que faz com que ganhem experiência em simultâneo enquanto se tornam num lutador mais forte. Mas Son Goku e Gotenks (versão fundida dos dois mais jovens deste quinteto) ainda têm uma transformação extra, uma vez que se transformem no “Super Guerreiro” (que agora cria uma barra de Ki independente) podem ficar ainda mais fortes ao utilizar o Super Saiyan 3, a versão mais forte e cabeluda desta raça de lutadores mas em troco o seu Ki esgota-se rapidamente. E ainda temos os Stats, são os mesmos que antes mas o novo sistema de level-up (agora o nível máximo é o 200) premeia o jogador com três pontos de Stats sempre que cresça um nível. Estes podem ser gastos em qualquer característica ao nosso gosto tornando assim todas as personagens totalmente personalizáveis.
    O sistema de drops de itens também foi alvo de remodelação, em vez dos inimigos deixarem cair carne e esferas de Ki para recuperar a nossa saúde e força instantâneamente, agora “dropam” roupa, comida e bebidas para além de dinheiro (conhecido como Zenie). Com este dinheiro podemos comprar em lojas os mesmos tipos de itens que os inimigos deixam cair ao ser derrotados e tudo que apanhamos ou compramos fica armazenado no nosso inventário (para utilizá-los temos de recorrer sempre ao menu). As diversas comidas servem para recuperar HP e as bebidas Ki, já as roupas podem ser atribuídas a cada uma das personagens e elas têm o seu impacto nos Stats pois podem aumentar ou diminuir o valor base de cada uma das diferentes características e até pode ter um efeito secundário como dar experiência bónus ou prolongar o tempo que dura a transformação Super Saiyan. Existem camisolas, luvas, acessórios diversos e mais importante ainda, o calçado que pode alterar a velocidade com que as personagens se movem. Existe um 4º Stat que é referente à velocidade que só pode ser alterado com o calçado, e é aqui que as personagens mais se diferenciam umas das outras, sendo o Vegeta o mais lento e Gohan o mais veloz.
    Um outro sistema que levou uma remodelação é a navegação pelo Mapa-mundo. Agora é possível fazer ascender ou descender o personagem que voa e para aterrar nos diversos locais é necessário que se entre em contacto com o ícone do sítio para onde queremos ir, mas também estão espalhados pelo planeta diversos submarinos e aeronaves de mercenário que ao entrar em contacto com eles iremos inimigos para defrontar ou então dinheiro e baús com os mais diversos itens.
    Dito isto, tenho um misto de sensações quanto a este jogo. Em relação a este novo sistema de Stats, gostei bastante da introdução de drops de roupas e dinheiro para tentar arranjar as melhores formas de cobrir os pontos fracos dos nossos personagens, mas a atribuição de stats ao nosso gosto é coisa desnecessária pois as principais virtudes os fraquezas de uma personagem podem ser facilmente alteradas. Desta forma, fica muito difícil diferenciar uma personagem da outra se o jogador optar por distribuir os stats de igual forma por todos, assim deixa de fazer sentido a existência de cinco personagens aparentemente distintas. Também não gostei do sistema de comidas e bebidas pois obriga o jogador a parar de jogar para fazer recuperar a energia perdida tal como no primeiro jogo, e existir tantas pausas num jogo de acção não nada agradável pois quebra o ritmo por completo e esse problema não existiu no jogo anterior. Já o novo sistema de navegação pelo mapa-mundo, eu gostei da possibilidade mudar a posição da personagem neste cenário mas existe um grande problema que é a navegação pelo planeta pois embora continue a existir um mini-mapa no canto e a menos que o jogador decida ir ao local do objectivo principal, o jogador não vai conseguir orientar-se com facilidade porque deixou de existir marcações relativamente aos locais disponíveis por visitar e isso vai obrigar sempre o jogador a procurar pelo local que quer visitar.
    E deixei o pior para o fim que é a longevidade mas também a dificuldade desta entrega. Até existem alguns momentos interessantes que aumentam o tempo de jogo como o “puzzle” da nave do Babidi ou a procura pelas Dragon Balls, e ainda podemos encontrar diversos Hercule ou Z Exhibits para concluir exposições no jogo (e ao fazê-lo até desbloqueamos a fusão que leva ao Gogeta) mas… poder coleccionar todos os artigos de exposição apenas é possível depois de concluir a história e a recompensa não é útil nessa fase da entrega. A aventura é demasiado linear e isso não nada bom num RPG, é preciso existir conteúdo alternativo para cativar um jogador e isso não foi conseguido. Agora falando na dificuldade, no jogo anterior achei bastante difícil evoluir de nível na fase final dele e os menos dedicados teriam algum problema em acompanhar o ritmo da IA, nesta entrega existe uma grande quantidade de níveis, os inimigos dão montes de experiência e por isso é muito fácil evoluir de nível, mas a inteligência artificial em conjunto com o cenário não acompanha o nosso progresso. Os nossos adversários não são muito espertos e com alguns golpes podemos encurralá-los num canto até que sejam derrotados, por causa disto os ataques de Ki, transformações e a opção de defender são bastante inúteis porque basta atacar sem parar para ganhar. Não é oferecido um grande desafio como fizeram antes e bem, mas é preciso dar algum crédito à batalha final com o Kid Buu que é exigente tal como The Legacy of Goku II. Buu’s Fury continua a ser algo divertido de se jogar, mas deixou de oferecer qualquer desafio numa entrega bastante linear, nota-se que este foi um jogo desenvolvido enquanto olhavam para o calendário.

    É claro que Buu’s Fury tem como base o jogo anterior, mas tem um aspecto mais limpo e actualizaram os sprites de todas personagens já existentes, avatares de caixas de diálogo agora representam fielmente as personagens (e têm conta as emoções das personagens alterando a sua expressão) e até os cenários que marcaram presença no seu precedente. Juntando a isso temos melhores animações bem diversificadas que fazem jus às novidades introduzidas tornando assim esta entrega ainda mais apelativa, mas infelizmente tem os seus problemas (e um dos quais bem grave). Como disse anteriormente, os cenários anteriores foram actualizados mas em alguns dos casos a alteração foi no sentido de redução sendo o maior exemplo disso a West City. Em Legacy of Goku II essa era a cidade central do jogo e existia muito que fazer nesse local que era gigante e fazia ligação com outra cidade, agora é um espaço bastante reduzido onde existe uma loja  e o acesso à Capsule Corporation (e mesmo os locais onde se desenrola a história são bastante curtos), porém os novos locais são bastante belos e variados, mas o que envolve o outro mundo merece um especial destaque pois está muito bem representado. Também existem alguns detalhes onde a equipa de desenvolvimento não tive muita atenção tal como aconteceu no título anterior, um desses exemplos é a auréola do Gogeta quando o Goku e Vegeta estão vivos, mas o maior problema que encontrei no grafismo deste jogo são as barreiras de nível. Nas diversas vezes que joguei este título não existiu uma única vez onde destruísse uma porta, ela depois reaparecia e depois o jogo não permitia que destruísse essa barreira uma segunda vez, dessa forma não é possível sair do local onde se está a menos que se utilize sem sucesso a fusão de forma consecutiva, isto para conseguir atravessar a porta explorando as deficiências desta entrega. Este é um exemplo de má programação e não consigo perceber como este jogo passou na fase de testes neste aspecto, a menos que essa fase não tenha existido.
    A banda sonora está bastante boa pois tem muitas músicas de qualidade, mas senti que algumas delas não conseguem transmitir a mesma essência da série tal como o jogo anterior fez, mas pior só mesmo os efeitos sonoros que não existe mais algum para além dos existentes em combate. Dito isto posso dizer que este departamento apenas consegue satisfazer mas não dá grande suporte ao jogo.

    Gráficos 7,0 - Tem um ar fresco e actualizado mas muitos dos cenários não ganharam muito com isso e existem graves problemas de programação;
    Som 7,5 - Existem músicas de qualidade, mas algumas não têm aquela essência da série e os efeitos sonoros estão mais fracos;
    Jogabilidade 7,0 - É divertido lutar e a vertente RPG até foi mais aprofundada, mas as decisões tomadas não foram as melhores;
    Longevidade 6,5 - Esta entrega é muito linear para um RPG e o conteúdo secundário é paupérrimo;
    Dificuldade 6,0 - É absurdo o quão acessível é este jogo, salva-se o boss final que oferece algum desafio.

    Nota Final - 6,8

    Nota-se este jogo foi apressado e o produto final é algo inacabado pois existem ideias interessantes que se fossem bem implementadas conseguiam tornar esta experiência muito mais agradável. Dito isto, se gostaram do título anterior então existem motivos suficientes para dar uma oportunidade a este título, caso contrário este não será o jogo que vos vai fazer gostar desta trilogia.


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